sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Inauguração do Liceu Diogo Gouveia - 20 Junho de 1937

O Presidente da Republica de partida para Beja, a fim de inaugurar o Liceu Diogo Gouveia


Durante a Sessão Solene de Inauguração

Revista à Mocidade Portuguesa de Beja


Foi assim em 20 de Junho de 1937.

Para além da curiosidade histórica e da sua qualidade, não há nada de interessante nestas imagens.

Há quem diga que a história se repete...de vez em quando.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Monte Alentejano IV

A fonte


Conta-se que João Evangelista, na sua velhice em Efeso era muito solicitado para proferir sermõees na pequena comunidade cristã que lá existia.
O bom do São João, apesar da sua velhice, lá acedia, e proferia o seu sermão habitual:

- Filhinhos, amai-vos uns aos outros.

E sempre que era chamado, repetia, uma e outra vez as mesmas palavras:

- Amai-vos uns aos outros.

Sequiosos de palavras sábias, os seus discípulos esperavam mais de alguém que tinha conhecido Jesus, e que dele tinha recebido os ensinamentos.

Mestre, porque repetis constantemente as mesmas palavras?, ensina-nos algo de novo.

E o Bom do São João, desvendou que " basta que nos amemos para que o resto se cumpra".

E assim foi, que ao ouvir esta história compreendi a verdadeira mensagem de Jesus, o Cristo: Deus é Amor.

Vem tudo isto a propósito daqueles que amam, que se abnegam dos prazeres, da liberdade, em prol do outro. Aqueles que são genuinos.
Aqueles que compreendem o verdadeiro sentido da vida, os verdadeiros mistérios da criação, sem terem que utilizar grandes discursos, redondos vocábulos.

Conheço alguém assim.

E estou com ela casado há precisamente seis anos.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Lua II

Não tendo luz própria, a lua contudo ilumina.
Mas afinal o que será que Fulcanelli quis dizer com a frase do seu livro?

Não voltarei a este tema. Cabe a cada um de nós reflectir.

(Esta fotografia foi tirada em Vila Real de Santo António, numa noite de Verão, com uma máquina convencional)

terça-feira, 28 de outubro de 2008

A Lua

Esta é uma fotografia da Lua, que realizei há cerca de dois anos.

Como podem reparar, é um mosaico de pequenas fotografias, que "coladas" digitalmente dão a imagem do conjunto.

Para tal recorri a uma simples webcam, a um contentor de rolo fotográfico e a um razoável telescópio comprado no LIDL por 16 contos ( a quem quiser eu explico o processo).

Foi o que deu. Uma astrofotografia, bastante artesanal.

Vem tudo isto como introdução ao seguinte:

Em 1926 surge uma obra incontornável para os Ocultistas Ocidentais: " O Mistério das Catedrais" por Fulcanelli.

Li-a há alguns anos, antes sequer de perceber a sua importância. E obviamente que não a compreendi, tal como hoje, em boa verdade, continuo sem a compreender.

Mas há duas passagens que me recordo vagamente, sendo uma delas dedicada à Lua:

- es la Luna, que recibe los rayos del sol y los conserva secretamente en su seno

Ainda hoje sempre que a vejo, que a fotografo, que a contemplo penso nessas palavras, tentando perceber o verdadeiro significado daquela frase de Fulcanelli.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Monte Alentejano III

O Vaso.

PT

Eu vou-lhes contar um segredo.

As postagens que aqui vou colocando, com as várias imagens que, na sua maioria, são tiradas com uma simples lata de rebuçados transformada em máquina fotográfica, representam, a forma como eu vejo o mundo.

Num duplo sentido.

Por um lado as imagens são o pretexto para, de uma forma simples, por vezes velada, transmitir aquilo que considero justo, verdadeiro ou simplesmente mais correcto.

Através da contemplação, o símbolo-imagem, surge como um veiculo para a re-ligação com o abstrato, com o inatingível, com o absurdo, com o principio, etc, etc .

É isso que pretendo. Provocar a contemplação, utilizando imagens difusas, mais propicias à liberdade de interpretação dos visitantes deste blog.

Esse é um dos segredos.

O outro é que as imagens estenopeicas, obtidas sem recurso a sistemas ópticos, são desfocadas por natureza.
Ora eu, com as minhas 4 dioptrias vejo o mundo exactamente assim, quando tiro os óculos:

-Desfocado.

Assim, este Blog nada mais é do que a imagem que tenho do mundo. Nas sua formas visível e inteligivel.

Guardem por favor este segredo.

E já agora, perguntam alguns...o que é que o vaso tem a ver com esta conversa?

Contemplem..

ENG

I will tell you a secret.

The posts that I put here, with various images ( the majority of them are taken with a simple tin of sweets turned into a camera), represent the way I see the world.

In a double sense.

On the one hand images are the pretext for, in a simple, sometimes hidden way, transmit what i consider fair, true or simply more accurate.

Through contemplation, the symbol-image, emerges as a vehicle to re-connect (re-ligare) with the abstract, with the unattainable, with the absurd, with the principle, etc., etc..

That is what i want. Lead to contemplation, using images diffuse, more favorable to the freedom of interpretation for the visitors of this blog.

This is one of the secrets.

The other is that the pinhole images , obtained without use of optical systems, are blurred by nature.
But I, with my 4 diopters see the world exactly how, when i take off the glasses:

-Blurred.

So this blog is nothing more than the image I have of the world. In its visible forms and intelligible.

Please keep this secret.

So, some ask ... what the vase relates to this conversation?

Behold ...i say, behold.

domingo, 26 de outubro de 2008

Portugal dos Pequeninos

PT

Esta é mais uma fotografia, daquelas normais, que se tiram com máquinas a sério, compradas nas lojas.

Mas gostei dela e coloco-a aqui. Estas casinhas pertencem a um conjunto que se encontra numa aldeia lá para os lados de Reguengos. ( Não me lembro do nome...se alguém quiser ajudar).

Às vezes pergunto-me se são os pequenos que imitam os grandes...ou se de repente os grandes se tornaram tão parecidos com os pequenos.

ENG

This is another photo, those normal, taken in seriously machines, purchased in stores.

But I liked it and put it here. These houses belong to a group that is in a village to the sides of Reguengos. (I can not remember the name ... if anyone wants to help).

Sometimes I wonder if are the small that imitate the great ... or if you suddenly the great become so similar to the small.

Porta n.º86

PT

Esta não é uma fotografia Estenopeica. Pertence ao rol de Fotografias, Histórias e Estórias que vou captando e ouvindo, enquanto vou andando por ai.

É uma porta em Monchique. Gostei dela. Pronto.

Há portas que se abrem para lado nenhum. Há outras que já não fazem sentido.

Vão lá e procurem pelo nº. 86.

ENG

This is not a pinhole photo. Belongs to the stories and things that i listen and see while wlaking around.

Its a door in Monchique, a village in Algarve, that i liked. And that's all.

Some doors are open to nowhere. Others just no make sense.

Go there and look for the number 86.

sábado, 25 de outubro de 2008

Praia de Melides II

PT

Estive no fim de semana passado em Melides. Fui ver como estava a praia.
Estacionámos o carro bem longe ( para quem ainda não foi lá, prepare-se que o estacionamento é mesmo em frente ao conhecido Dancing "O Túnel").

Ao chegarmos à passadeira, reparámos que havia uma pequena passagem para dentro do pinhal. Atalhámos caminho.

De repente a lagoa, surgia assim, de uma forma completamente diferente da qual estava habituado.

Até chegar à praia, vi ainda barcos, restos de alfaias de pescadores, lixo, pássaros... toda uma lagoa que desconhecia.

Apontei a minha máquina feita de uma lata de rebuçados. Foi a última fotografia de um rolo a cores.

ENG

I was at the end of last week in Melides. I went to see the beach.
Parked my car right away (for those who still was not there, prepare yourself to the park is opposite the known Dancing "The Tunnel").

When we get to the crosswalk, notice that there was a small passage into the pine forest.

Shortcut direction.

Suddenly the pond, it was so in a way completely different from what was used.

Until you reach the beach, I saw even boats, remnants of tools for fishermen, garbage, birds ... all so new.

Pointed my machine made of a tin of sweets. It was the last photograph of a roll in color.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Pedra Bruta

PT

Hoje deixo-vos mais um fotografia estenopeica a cores. Uma pedra e uma garrafa vazia de uma cerveja nacional qualquer.
Chamei-lhe Pedra Bruta.

ENG

Today I leave you another pinhole photo in color. A rock and an empty bottle of a national whatsoever beer.
I called him Stone Gross

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Monte Alentejano II

PT
Esta é mais uma fotografia estenopeica, de uma série, que tirei num monte lá para os lados de Nossa Senhora de Machede em Évora.
Estava um belo Sol, daqueles a lembrar o Inverno.

A roupa estendida. Um cigarro contemplativo. Um momento que agora recordo convosco.

ENG
This is another pinhole photo of a serie that I took to the sides of Nossa Senhora de Machede in Evora.
It was a beautiful sun, remember those for the winter.

The tumble extended. A contemplative cigarette. One moment that i remember with you.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Monte Alentejano I

PT

Tenho um sonho... um não ...vários.

Alguns já concretizei.
Outros ficarão para mais tarde.
Outros ainda, não ultrapassarão a barreira do meu cortex, e morrerão comigo.

Como dizia Rómulo de Carvalho: O Sonho é uma constante da Vida.

E eu acredito.

Tenho um sonho...um não..vários.

Um deles é ir viver para o campo.

ENG

I have a dream ... ... no.... a number.

Some I have already achieved.
Others ....will go later.
Others... will not surpass the barrier of my cortex, and will die with me.

As Rómulo de Carvalho said: The Dream is a constant of life.

And I believe.

I have a dream ... .. no.... a number.

One is to move to the countryside

domingo, 19 de outubro de 2008

Luz, mais Luz

PT
Um dia estava Diógenes a descansar, quando Alexandre, o Grande, lhe perguntou o que poderia fazer por ele. O bom do Diógenes respondeu-lhe então que a única coisa que poderia fazer era afastar-se, pois estava a tapar o Sol.

Meditemos , por dois minutos.


Qualquer fotógrafo gosta de Luz. E se é verdade que "a luz perdura mesmo na obscuridade mais profunda", não menos verdade é que por vezes ela não é suficiente.

E quando a tapam, surgem imagens como as da presente postagem. Escuras, indistintas.

Em verdade então vos digo que ainda não há luz suficiente sobre o mundo para que lhe possamos tirar uma fotografia com a minha caixa de cartão.

ENG

Diogenes was resting, when Alexander the Great, asked what he could do for him. The good Diogenes answered him then that the only thing he could do was to retire, as he was stopping the Sol.

Meditate, for two minutes.

Any photographer loves the Light . And if is truth that "the light lasts even in the deepest darkness," is no less true that sometimes it is not enough.

And when there is not enough the result is such as the image of this post. Dark, indistinct.

In truth then I tell you that there is still not enough light on the world so you can take a picture with my pinhole box.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

sábado, 11 de outubro de 2008

Olhar de Formiga

Hoje deixo-vos um pequeno conto Sufi. Todos os dias me questiono sobre o nosso lugar no Universo. Especialmente hoje que se fala tanto no Super-acelerador que "descobrirá" a "essência" da criação. Neste pequeno conto, escrito há séculos atrás, pelos Sufis, comunidade esotérica do Islamismo, ficamos com a certeza de que talvez as coisas não sejam assim tão simples. Inquietante.

Uma formiga, que caminhava perdida sobre uma folha de papel, viu uma pena que desenhava traços negros e finos.
-Que maravilha! - exclamou.- Que coisa notável! Tem vida própria e faz garatujas nesta bela superfície a ponto de poder equiparar-se aos esforços conjuntos de todas as formigas do mundo. E que rabiscos faz! Parecem formigas, milhões de formigas trabalhando juntas!
Contou seu pensamento a outra formiga, que ficou igualmente interessada e elogiou os poderes de observação e de reflexão da primeira.
Mas outra formiga disse:
-Valendo-me de seus esforços, devo admiti-lo, tenho observado esse estranho objeto. Mas cheguei à conclusão de que não é ele que impulsiona seu trabalho. Você cometeu o erro de não observar que a pena está ligada a outros objetos que a rodeiam e a conduzem. Esses devem ser considerados como a origem do movimento, acredite.
Desse modo as formigas descobriram os dedos.
Passado algum tempo, outra formiga caminhou sobre os dedos e percebeu que faziam parte da mão, que explorou total e minuciosamente, ao estilo das formigas, esquadrinhando-a toda. Voltou então para junto de suas companheiras e gritou-lhes: - Formigas! Tenho importantes notícias para vocês. Aqueles pequenos objetos fazem parte de outro muito maior. E este é que realmente move tudo. Depois descobriram que a mão estava ligada a um braço e o braço a um corpo; que não existia uma, e sim duas mãos; e que existiam dois pés, que não escreviam. As investigações prosseguiram. Assim, as formigas chegaram a ter uma idéia adequada da mecânica da escrita. Através de seu método de investigação costumeira, entretanto, nada conseguiram saber a respeito do sentido e da intenção da escrita, nem sobre como, finalmente, eles eram determinados: as formigas não sabiam ler nem escrever.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Hoje não tirei a fotografia

Por vezes não conseguimos tirar a fotografia do momento.
É preciso ter um olhar treinado, de nada nos valendo as teorias que lemos e tentamos interiorizar.

Assim acontece com tudo.

Só tenho a certeza que aprendi um solo de guitarra, quando o tocar sem ter que me preocupar com o que os dedos estão a fazer, limitando-me a apreciar o som.
Só serei um bom fotografo quando me surpreender com a imagem captada.

E assim por diante.

E hoje percebi que ainda não sou aquilo que quero ser.

Hoje ao inicio da tarde estava em determinado local, à porta, fumando um cigarro.

No meu bolso tinha uma senha de almoço, que me fora distribuída de manhã juntamente com a documentação para determinada conferencia.

Passa uma mulher....é verdade que estão aqui a dar almoços?

É precisamente aqui, no instante imediato, que se separa o bom fotografo, o bom guitarrista, o homem naturalmente bom...do simples tocador de lenga-lengas, do homem que pensa que é naturalmente bom, do japonês de nikon em punho.

Eu , que tinha uma senha no bolso, que até não me apetecia comer, que queria era ir para casa....eu, que penso que sou bom....só tinha uma e uma só atitude a tomar perante uma mulher com fome que procurava um almoço grátis. Um atitude imediata.... dar-lhe a senha.

Mas não, fiquei espantando, meias-palavras...não sei...isto é só para quem está lá dentro...enquanto que uma mulher com fome olhava para mim...

Fui salvo pelo porteiro....esse sim, homem naturalmente bom.... entre minha senhora, é verdade sim senhor...e lá a encaminhou pelas escadas acima.

E eu, peguei na minha senha e também tive que almoçar.

Percebi então que a fotografia é um acto imediato, inconsciente...algo que ainda não foi para hoje.