sábado, 11 de agosto de 2012

Solargrafia e como fazer uma câmara Pinhole.


O objectivo é fazer uma máquina pinhole, com apenas restos de coisas. Encontrei um pequeno parafuso e um camarão. Se encontrar uma pedra conseguirei fazer um pequeno furo na lata. Lembro que uma câmara pinhole, nada mais é do que uma caixa, ou lata, totalmente isolada da luz, excepto por um pequeno furo com menos de um milimetro ( isto grosso modo, pois existem câmaras pinhole que são feitas a partir de carros, hangares de avião...e cujo furo por onde entra a luz ( estenopo) é maior que um milimetro.

Existe uma relação optima entre a distancia do furo ao material sensível. Podem procurar programas na internet para fazer esses cálculos. Eu uso normalmente o f150 ( ou seja o furo é 150 vezes menor do que a distancia que vai dele até ao papel, neste caso o diâmetro da lata). O importante é saber o tamanho exacto do furo, para que se possa calcular com rigor o Fstop, e daí se conseguirem fazer cálculos precisos, sobre o tempo que deve demorar determinada exposição. Uma máquina f150, tirará uma fotografia em 7 vezes mais tempo do que uma máquina "normal" em f16.



Escolhe-se o centro da lata, para que o furo fique alinhado com o papel que depois se vai lá colocar ( pode ser filme, muito mais rápido)


Um pequeno furo, obtido com um parafuso velho e uma pedra vulcânica.


Visto por dentro. Tem 0,6 mm. o diâmetro de um alfinete de roupa.


Depois pinta-se o interior, para que a não haja luz a fazer ricochete dentro da lata, criando uma imagem mais desfocada.



Pinta-se por fora, por uma questão estética.


Coloca-se papel dentro da máquina. Neste caso estou a utilizar papel velho e já exposto à luz, pelo que não poderei usar reveladores. Assim posso manusear o papel com luz. Se fosse para usar com revelador, teria que o manusear sob luz vermelha, amarela ou verde, caso contrário ficaria negro quando em contacto com o revelador. Esta técnica, Solargrafia, vai misturar o lumentype, com pinhole. Procura-se assim obter uma imagem estenopeica, com papel fotográfico à boa maneira do Print-Out-Papers, de Henry Talbot  ( apesar que este usava uma máquina com lentes, muito mais rápida...mas sobre isso vos falarei amanhã), recorrendo apenas à forte luz do sol, que ira entrar dentro da câmara escura e literalmente queimar ( oxidar) o brometo de prata do papel brovira.


Coloquei então a tampa, e deixei ficar ao sol durante as 7 horas de luz que restavam.


E porque é que não vos mostro os resultados?
Porque tenho o scanner ainda empacotado algures na Ilha.... ( já econtrei o scanner!)
Mas que já vi que funcionou...já vi.



E tenho mais 5 máquinas já feitas...e muito papel para gastar.... Quem quiser é só aparecer.
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