segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Ira Divina

Fotografia Pinhole / Print out Paper ( Solargrafia)


Exposição de 24 horas.
Papel Brovira, expirado (e muito)
Máquina: Caixa de SapatosDireção: Oeste
Técnica: Pinhole
Processo: Print-Out-Paper ( Sem revelador



quinta-feira, 9 de agosto de 2018

As cinco máquinas de fazer e fotografar Poemas







Há um bom par de anos, diria, uma dúzia deles, assisti em Beja a uma actividade desenvolvida pelo Miguel Horta, denominada de Projecto Columbina que na sua essência consistia numa sessão de escrita criativa centrada num recurso denominado de  "máquina da poesia".

Foto de Pedro Horta, em que José Fanha se prepara para lançar um pombo em Beja


Em traços largos procede-se à criação de poemas, com recurso a tal "máquina" que cruzando nomes, verbos, adjectivos, facilitará o surgimento dos mesmos.

Daqui parte-se para a sua divulgação. O Miguel nessa altura utilizou pombos aos quais foram atados poemas nas patas e que, partindo de regresso a casa, os levaram consigo, para os outros miúdos e graúdos. No sentido inverso vieram os pombos de lá.

Foto de Pedro Horta em que um "graúdo" recebe um poema-correio em Beja, acompanhado de Cristina Taquelim e Miguel Horta



Esta máquina é a base da actividade e já a vi usada noutros projectos, como o Sussurradores do  Miguel Horta em que os poemas criados são sussurrados nos transeuntes.

Direitos: Miguel Horta
Sofia Maul sussurrando a António Torrado


Há 12 anos que admiro a simplicidade e capacidade desta máquina e das suas múltiplas utilizações, como se fosse um motor de vapor que ora implantado num automóvel ou numa máquina de tecelagem, vai permitindo o funcionamento desta ou daquela empresa.

Admiro igualmente a forma e a bondade do próprio Miguel em explicar o seu processo, e em incentivar os mediadores e actores a desenvolverem as suas próprias actividades com base no mesmo.


Parti então para a construção de uma actividade de mediação, não exclusivamente de leitura, moldável a diversos públicos e propósitos, que, partindo da ideia da máquina da poesia, aliasse a abstracção da imagem, através da inclusão da Técnica fotográfica denominada de Pinhole, criando assim as "5 máquinas de Fazer e Fotografar Poemas".





Esta actividade passará a integrar os projectos que irei desenvolver no âmbito da divulgação da Fotografia alternativa, estando já agendada a sua realização na Ilha Terceira em breve.

Contudo, porque admiro a forma como o Miguel divulgou e incentivou a utilização das suas ideias pelos outros, com vista a que mais jovens e menos jovens tivessem acesso a mediação de qualidade, também eu descrevo e deixo à critica este projecto, estando desde já disponível para aprofundar um outro ponto mais obscuro, em especial os que carecem de alguma técnica. 

Assim aqui vai:



"AS CINCO MÁQUINAS DE FAZER E FOTOGRAFAR POEMAS" 
Projecto de Mediação da Leitura e da Criatividade
Por Pedro Horta, baseado numa ideia de Miguel Horta


Palavras-chave: Mediação de Leitura; Fotografia Alternativa, abstracção, verbalização da imagem, dinâmica de grupo, interacção social, reciclagem e reaproveitamento, magia e fantasia.

Actividade a desenvolver com um grupo de pelo menos 2 elementos, mas preferencialmente 5 grupos de 2, com uma duração de 6 horas, seguidas, com intervalo ou intercalada em dois dias diferentes.

Material necessário: 
5 latas/caixas já preparadas para fotografia pinhole (ver aqui), pintadas de negro e com furo, com abertura por cima. 
5 folhas de papel fotográfico (sais de prata)
6 folhas de papel branco A4
5 canetas ou lápis
1 Pc + projector + digitalizador ( tudo opcional)
2 salas, uma de actividades com ou sem cadeiras e outra para câmara escura (wc interior com tomada)

Para Laboratório:
1 lâmpada vermelha de segurança
2 tinas e um balde ou alguidar
1 secador de mão
Fixador Comercial ou Tiossulfato de Sódio ou Sal de Cozinha
Revelador Comercial ou 2 gr de Vitamina C + 4 colheres de carbonato de sódio ou detergente em pó da roupa. (ver aqui e aqui)

Descrição e Desenvolvimento da Actividade:



1. Ao centro da sala são colocadas 5 latas pretas vazias, mas tapadas não deixando ver o seu interior, cada uma com o seu número.
2. Os destinatários são colocados à sua frente, convidados pela disposição da sala ou das cadeiras. sendo-lhes dado tempo, não forçado, de observação. O mediador pode fingir estar à procura de caneta ou algo.

3. Procede-se à apresentação individual e à selecção dos grupos através de sorteio ou outra técnica quebra-gelo de forma a quebrar laços pre-existentes de afinidade na construção dos grupos. Não aplicar se for actividade destinada a pais e filhos em que se pretende precisamente o contrário.
4. é então dito que a actividade consistirá em " Construir e fotografar poemas" e que para tal iremos utilizar estas fabulosas e estranhas ( a adjectivação depende do público) Máquinas de Construir e Fotografar Poemas.
5. Os destinatários são então convidados a mexer, abrir e ver a latas por dentro e por fora.
6. Os mesmos constatarão que são apenas latas vazias, sendo então dito que em breve irão perceber que são mesmo máquinas de construir e fotografar poemas e que aprenderão a trabalhar com elas.
7. Conseguiu-se assim cativar a sua atenção para a actividade.

8. Como funciona? -perguntarão alguns. 
9. Afirma-se então que cada máquina, como qualquer máquina, precisa de combustível para trabalhar. 
10. Então cortaremos uma folha A4 em 12 pedaços de papel.
11. Diremos então que para esta primeira máquina trabalhar teremos que a encher de "nomes".
12. Aqui reme-te para o processo da Máquina do Miguel Horta, em que nas latas teremos  na 1 nomes, a "2 será ocupada com verbos, a 3 de novo com nomes à semelhança da casa 1, a 4 com nomes abstractos (exemplifico com: “sabedoria”, “Amor”, “coragem”, “sabor”, “inteligência”…) e a casa 5 com adjectivos".
13. Assim cada grupo colocará dois nomes na primeira lata , repetindo-se o processo até ao fim.

14. Passamos então à construção do poema, seguindo a ideia original.
15.  Afirma-se então que a máquina está pronta.
16. Explica-se como se constrói um poema, retirando um papel de cada lata, transformando então o recolhido em frase. Pode-se exemplificar para consolidar. Veja-se o quadro abaixo de exemplos de palavras que podem ter sido depositadas. Poder-se-ia construir: "Poeta encontra um verso com sabedoria doce".

Direitos: Miguel Horta

17. Cada grupo criará assim o seu primeiro poema e observará os dos restantes. Pode-se realizar tirando apenas um papel de cada lata ou escolhendo entre três, por exemplo. Neste caso a actividade diverge do original porque as palavras estão na máquina e ela como que "debita" o resultado.
18. Nesta altura entraremos na preparação da segunda fase da actividade, propondo-se a criação de um segundo poema, mas sem se revelar o mesmo, por agora, aos restantes.
19. Cada grupo tirará 2 papeis de cada maquina e escolherá um, passando à seguinte onde repetirá o processo.
20. No fim terá, cada grupo, 5 papeis que poderão servir à construção de novo poema. Mas não o farão.
21. Cada grupo apontará, secretamente, as 5 palavras escolhidas e, baralhando, entregará ao grupo à sua esquerda. Desta forma não estará preso à sequência lógica das latas, podendo intercalar nomes e adjectivos e verbos à sua vontade.
22. Cada grupo receberá assim 5 palavras, não revelando aos restantes quais são.
23. Pensará sobre as mesmas e concretizará um poema sem o dizer alto, mas escrevendo-o num pedaço de papel que guardará.

24. Fotografar um poema.
25 Será então dito que cada grupo terá que mostrar o seu poema aos outros, através de um fotografia e que para isso terá necessariamente que utilizar a máquina que fotografa poemas.
26. É explicado que ela necessitará de papel para funcionar, mas agora de um papel em branco onde a máquina possa desenhar a fotografia.
27. Recolhem a uma câmara escura e colocam sob a luz de segurança um papel fotográfico no seu interior, bem como os papeis com as palavras escolhidas. (que é para a máquina saber o que fazer!).
28. Os procedimentos sob câmara escura poderão ver neste blog.
29. é dito que tal máquina irá fotografar o poema, mas para tal terão que encontrar a imagem que reflicta o poema escolhido, quer no conjunto quer nos seus elementos constitutivos ( saltar, inteligência, poeta, etc.).
30. Aqui os destinatários irão desmontar o poema nos seus elementos, reflectindo e apreendendo-os a fim de os re-montar ma imagem que irão fotografar.
31. De seguida sai-se para a rua, para a cidade, afim de reobservar e reinterpretar os seus elementos, procurando sinónimos dos elementos que constituem o poema escondido. Como que visualizando nas ruas, nos prédios, nas pessoas, os adjectivos, verbos e nomes que a máquina criou. Como se a cidade fosse feita de vários poemas.
32. No exterior explica-se que a máquina demora cerca de 30 segs. a fotografar e que escolhida a imagem deve-se destapar o furo e contar até 30, voltando a tapar ( o tempo pode varia conforme as condições de luminosidade).
33. Explica-se ainda que como a fotografia demora tanto tempo a tirar, os objectos que estejam em movimento, vão ficar a "mover-se", a saltar, a pular, a voar. ( tal como os verbos da máquina).
34. Obtidas as imagens regressa-se à sala.
35. Explica-se que este papel precisa de uma poção mágica para a imagem aparecer.
36. Faz-se então um revelador caseiro com vitamina c e detergente da roupa e um fixador com tiossulfato de sódio ou sal de cozinha ( neste ultimo caso deixar de um dia para o outro na sala ou digitalizar de imediato no escuro).
37. No Laboratório cada equipa abrirá a sua lata, constatará que o papel no seu interior está em branco e verá aos poucos a imagem a aparecer quando for mergulhado no revelador. Explica-se o processo. Fixa-se e pede-se para lavar em água no exterior e não mostrar aos restantes por enquanto.
38.º Se houver um 2.º colaborador ou voluntário da entidade, irá digitalizando e invertendo as imagens para serem projectadas. Se não houver computador cada grupo guardará no interior da lata, depois de lavada e seca, a sua fotografia.
39. Cada grupo, um a um, abrirá a sua lata, tirará as palavras soltas que recebeu. Depois de as mostrar, sem revelar o poema que fez, mostrará a sua fotografia.
40. Cada grupo procurará descobrir o poema através das palavras e da imagem obtida.
41. O grupo mostrará então o poema, justificando a sua opção e mostrando onde estão os elementos que procurou captar.
42. Teremos então concluída a montagem, desmontagem e remontagem do poema e da imagem, reflectindo sobre os seus elementos constitutivos e demonstrando que o poema vai para além das palavras que o constituem.

42. Fim das actividades.
Conforme os grupos e objectivos poder-se-á lançar a discussão final sob a égide de perguntas:
- A titulo de exemplo: O que afinal eram estas máquinas? Onde nascem os poemas? O que é uma cidade? Se as máquinas estavam vazias então o que as fez funcionar? Se passaram a ver a poesia de outra forma. Se passaram a ver a tecnologia de outra forma, etc.



E assim fica a minha sugestão de actividade, construída com base no ensinamento dos grandes que aqui deixei em imagem, mas também com base na experiência dos 15 anos de formação de fotografia junto de públicos mais novos, e tão diversos.
Nelas aprendi que com uma lata vazia se pode falar de fotografia, de direitos humanos, e dignidade, de ensino....

Usem, aproveitem e se tiverem alguma dificuldade mais técnica, estarei aqui deste lado...sempre!
















(deixo preparado para copy paste, esperando apenas a divulgação da autoria).

quinta-feira, 21 de junho de 2018

A fotografia



Numa lata de bolachas faço um furo. Amarroto uma folha de papel impregnada de sais de prata e coloca-a no seu interior.

Encerro-a e viro-a para a luz que entra pela janela.

Regresso na semana seguinte e abro-a.

Olho então para a foto-grafia assim obtida.


terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Hortelã-Pimenta em Azul


Abri a porta do laboratório, há muito encerrado, e retirei lá de dentro uma folha sensibilizada com uma solução de Ferricianeto de Potássio e Citrato Ferrico Amoniacal, esquecida numa prateleira que já não abria há dois anos.

Se calhar já não funciona, pensei enquanto me relembrava que ainda por cima tinha sido feita utilizando sais de citrato castanhos e não com os verdes mais sensíveis à Luz.

Pensei em expôr à luz, tentando provar que mesmo com estes Sais, e mesmo com um papel sensibilizado há dois anos, é possível obter um cianótipo.




Coloquei então numa prancha um pouco do tal papel. Por cima um ramo de hortelã da ribeira que arranjei na horta.

Deixei estar sob um sol fraco, durante uma hora e meia,enquanto construía mais três câmara-escuras para um outro projecto que aqui se falou.



No fim lavei com água corrente, sem recurso a água oxigenada ou vinagre. Constatei que mesmo assim o período fora excessivo e havia que clarear o resultado. Não tinha carbonato de sódio à mão, mas rapidamente me lembrei do detergente da roupa.

Assim foi, esfregado o papel com um pouco de detergente liquido obtive uma imagem aceitável.


Já se encontra entre os livros. Chamei-lhe Hortelã-Pimenta em azul.


Fica assim provado que os sais castanhos do citrato produzem imagens (o que já se sabia) e que, mesmo com dois anos, um papel cianotipo continua a produzir imagens.

Na fotografia nada se estraga...tudo se transforma.




Se quiseres saber mais sobre cianótipos, faz uma pesquisa neste Blog.

domingo, 12 de novembro de 2017

Lista de Participantes





A primeira parte do projecto está completa com a existência de voluntários em todas as ilhas.

Deste lado é altura de colocar o papel fotográfico nas "máquinas" e preparar o envio pelos CTT para os seus destinatários.

No destino escolhem-se os locais, agendam-se iniciativas e actividades que em torno destas caixas irão contribuir para estarmos, mais uma vez, mais perto uns dos outros, reconhecendo-nos unidos na diversidade.

Sei que serão dinamizados encontros informais, sei que serão lidos poemas, sei que se ensinará aos mais pequenos coisas como o movimento aparente do sol, a história da fotografia...sei que, tal como uma sopa da pedra começa com uma simples pedrinha, aqui, em torno de uma caixa vazia, iremos conseguir fazer e construir pontes...seja lá para onde for.


sábado, 4 de novembro de 2017

Lumentype em Câmara Escura ou uma lembrança de Talbot


Ao longo destes anos fui colocando neste pequeno espaço, visitado amiúde por uma pequena legião de entusiastas da fotografia espalhados pelo mundo, diversas técnicas e experiências que fui experimentando em torno do conceito de fotografia. 

Procurando o minimalismo, a quase ausência de modernidade, procurei e (procuro!) não afastar-me do essencial, tentando obter e cruzar materiais sensíveis com diferentes tempos e formas de exposição.

Um dos que mais gosto é o Lumentype (ver mais aqui ), pela simples razão que usa papel fotográfico fora de prazo e até exposto (mais barato e acessível) e não necessita de químicos nem de câmara escura para a imagem surgir. 

Digo isto porque,

Hoje, tirando o pós às velhas máquinas que guardo, parei por momentos ver a Ensign Box da Houghton-Butcher Ldt. de cerca de 1930.

colecção do autor.
colecção do autor


Lembrei-me da velha "ratoeira" de Talbot, máquina inicial em que o mesmo colocava papel salgado (solução de sal e solução de nitrato de prata) e deixava durante longos períodos no seu quintal, a absorver a luz e a formar uma imagem, efémera, no seu interior. ( e a sua esposa dizia que eram ratoeiras)

Dizia ele: “the inimitable beauty of the pictures of nature’s painting which the glass lens of the Camera throws upon the paper in its focus—fairy pictures, creations of a moment, and destined as rapidly to fade away."


E assim, lembrei-me de colocar no interior da minha velha máquina uma tira de papel fotográfico e, abrindo o obturador, deixei-a apontada para a rua, para o meu quintal.

Por 3 horas a luz entrou no seu interior e, pouco a pouco, os raios solares foram provocando a sensibilização do papel, formando uma imagem, sem necessidade de revelador (que por oxido-redução, iria ampliar e acelerar o processo)





A imagem que obtive, em negativo, não pode ser fixada, pois a quantidade de luz recebida não é suficiente para, sob acção do revelador, manter-se.
Por isso, para a vos poder mostrar, tive de a digitalizar e depois inverter.



Dando origem à fotografia final.



Veja-se o carro fantasma, que, durante a exposição, sensivelmente a meio, foi retirado do local.


Poderemos ainda, e desde logo, pensar em várias alternativas ainda mais simples:
Uma simples caixa de sapatos com uma lupa em vez de lentes, ou uma lata com um pequeno furo da largura de uma agulha....

Fotografar é conseguir imprimir uma imagem num objecto, usando a luz, durante determinado tempo. Esse tempo é determinado pela luz existente e pela capacidade desse objecto se alterar pela acção da luz.

Mesmo que no mundo a Luz existente se resumisse a uma vela...mesmo assim poderíamos gravar a sua imagem.


Para quem quiser aprender estas e outras técnicas:













sábado, 7 de outubro de 2017

O Convite


Terminada a fase da construção, lança-se o convite aos habitantes de cada uma das 9 ilhas do Açores para que as recebam e captem no seu interior o tempo e o espaço em que vivem.

Aceitas o desafio?



Clique na imagem para saber mais em www.solargrafia.blogspot.com

sábado, 23 de setembro de 2017

A construção das Máquinas #Azores_in_a_can



O projecto #Azores_in_a_can, (a acompanhar em www.solargrafia.blogspot.com), iniciou a fase prática, com a construção das "máquinas".

Este projecto, para além da curiosidade que pode eventualmente merecer daqueles que se dedicam à fotografia, por se basear nos seus princípios mais elementares, poderá ser interessante para a comunidade escolar que nele poderá ver uma forma de abordar assuntos de história, ciências naturais, matemática e claro está de artes.

Os interessados façam favor de aderir à coisa.



sábado, 16 de setembro de 2017

Mozi




Iniciado o projecto de Solargrafia #Azores_in_a_can, foi escolhido o filósofo Mozi, que viveu há 2500 anos, como patrono desta nossa aventura.

Sabe mais aqui

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

#Azores_in_a_Can



Iniciei um projecto antigo: Fotografar as 9 ilhas dos Açores através de uma técnica que, estranhamente, guarda numa imagem, espaço, tempo e luz. Durante os próximos meses serão construídas câmaras escuras com recurso a materiais que estavam no lixo, sendo depois enviadas para os nossos amigos espalhados pelos Açores. Depois....depois.....vão acompanhando aqui (www.solargrafia.blogspot.com).

segunda-feira, 20 de março de 2017

Formação em Processos Alternativos - Lisboa

Fotografia Pinhole de Barcelos, obtida com uma lata de sardinhas


Para todos os que pretendem aprender mais um pouco sobre os processos alternativos que aqui se vão relatando, informo-vos que até julho estarei por Lisboa e, obviamente, disponível para dinamizar qualquer iniciativa que pretendam levar a cabo nesse sentido.

Como construir uma máquina fotográfica com caixas de cartão e latas velhas?
Como revelar uma fotografia com detergente da roupa e café?
Como fazer uma fotografia com sumo de plantas?
Como gravar o movimento do sol, numa fotografia, com uma caixa de sapatos?

Estes e outros mistérios sempre à volta de uma boa conversa, onde todos aprendemos.

domingo, 22 de janeiro de 2017

De novo



De repente passou um ano. E quando menos esperava, encontro-me, de novo, à beira-rio, com uma caixa de cartão.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Elaboração de um Cianotipo














O ficheiro em pdf pode ser descarregado aqui .
A distribuição e impressão  é permitida desde que referida a origem.

O livro  de 1899 ( Ferric & Heliografic Processes) pode ser descarregado aqui.


Tenho cerca de 10 folhas que sensibilizei desta forma guardadas no laboratório. Algumas irei utilizar em experiências das quais darei notícias neste espaço. Outras serão para oferecer a quem demonstrar que as usará em prol da comunidade.


Quem morar na Ilha Terceira pode marcar um café que eu levo uma folha para uma hora de conversa.




segunda-feira, 21 de março de 2016

Formação em Cianotipia



Lanço o desafio a quem pretender aprender-fazendo a técnica chamada de Cianotipia.

Processo antigo, descoberto pelo astrónomo Herschel em 1842, produz, ou permite produzir, belas imagens que aliam técnica a arte.

Folhas, negativos, objectos...tudo pode concorrer para a criação de "fotografias" em azul da Prússia.

Neste workshop, a realizar na data que os inscritos escolherem e no local que preferirem, iremos abordar sucintamente a história da fotografia, criar as emulsões sensíveis, sintetizar os materiais e, com os objectos que trouxermos ou encontrarmos, iremos criar imagens tal como Herschel fez há quase 200 anos.

Todos os participantes levam para casa os originais, e todos os materiais estão incluídos, nomeadamente folhas Canson, Químicos, Trinchas, Pincéis....

Será dado um diploma de participação no final.

Aconselha-se roupa casual.

Será dado um curso a cada duas inscrições, sendo possível apenas e no máximo em cada sessão 4 grupos.

As crianças não pagam desde que acompanhadas de um adulto inscrito.

Famílias que queiram integrar apenas um grupo (produção de uma imagem) pagam apenas uma inscrição. ( Pai, mãe, filhos, avós, netos, podem constituir-se num grupo e apenas pagam uma inscrição).





terça-feira, 27 de outubro de 2015

Nautilus no Museu de Angra do Heroísmo

Ficam aqui as fotografias, obtidas pelo Museu de Angra do Heroísmo, por ocasião do Workshop Nautilus.

Todos os direitos sobre as mesmas pertencem ao Museu de Angra do Heroísmo.


As fotografias obtidas encontram-se na postagem anterior.






Breve apresentação do Workshop.



Transformação das Câmaras Pinhole





Elaboração do Revelador à base de Vitamina C e Carbonato de Sódio






Saída para fotografar e elaboração de um fotograma por escurecimento directo, salvando uma "abertura excessiva" de uma câmara pinhole








Lavagem das fotografias reveladas









 Os olhos....e viva Mozi!