sábado, 27 de setembro de 2008

Folhas secas caídas sobre uma toalha castanha

Hoje dormi até mais tarde. Estava a necessitar de pôr o sono em dia.
O Sábado é a melhor aspirina, para aquela dor de cabeça que começa a surgir à quinta-feira.
Quando acordei, vi a minha filha passar com uma tesoura em riste...."eu corto, eu corto".
Na sala, desfilavam os vasos, em cima de uma toalha...qual passarela de paris.
A Isabel indicava quais as folhas que estavam secas, as quais, com um corte certeiro e cirúrgico da Beatriz, caiam uma após outra na toalha castanha.

Perguntei se podia ficar com algumas.

Com a mão cheia de folhas, fui até ao meu laboratório e cortei uma folha A4 de papel fotográfico a preto e branco, já gasto, o qual tinha encontrado há tempos, num caixote com destino ao lixo.

Despejei-as ao acaso, por cima da folha

Procurei luz forte e encontrei o Sol a espreitar na janela do quarto.

Durante 15 minutos deixei ficar lá o conjunto a escurecer e a ganhar contornos.

Retirei as folhas e digitalizei o papel fotográfico.

A imagem desta postagem é o resultado em bruto do efeito do sol e sombra no papel fotográfico antigo e já exposto ao sol. Chama-se a este processo antigo Lumentype.

Assim perpetuei a imagem da manhã: folhas secas caídas sobre uma toalha castanha.


PS - Hoje às 19h50 estarei de volta de outras folhas. Participarei na maratona da leitura,que é promovida pela Biblioteca Municipal José Saramago em Beja. Irei ler o último excerto de 1001 Noites. Estou nervoso. Não apareçam.

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