domingo, 18 de novembro de 2012

Como tudo na vida.

Lumentype sobre papel Brovira, recorrendo a Câmara Escura para focagem sobre plano.




Depois de 9 meses, qual arquétipo, instalei-me naquele que será o meu espaço durante a eternidade que ela durar.

No útimo dos caixotes, já velhos e amolecidos pela húmida espera,encontro uma velha máquina Agfa, com o obturador partido pelos solavancos da viagem e uma pequena caixa de papel brovira já picado por fungos que naquele meio encontraram forma de manter a vida.

Olho para o conjunto.

Lembro-me de Talbot.

Coloco então a folha na máquina e aponto para as árvores que se agitam na minha janela.

Espero uma hora.

Sei que é uma questão de luz e tempo.

Retiro o papel impregnado de haletos de prata, que agora apresenta traços de prata metálica, fruto da acção dos ultravioletas.

Digitalizo e inverto.

A luz desenhara a árvore e registara o movimento do sol.

Deixara de ser um papel bolorento e uma máquina estragada.

Como tudo na vida.



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