terça-feira, 1 de setembro de 2009

Não vivi Abril



Não vivi Abril. Tenho pena.
E logo eu, que gosto tanto da algazarra, da incerteza.
Eu que gosto de sonhar, mas também de acreditar, ainda que por momentos, que o sonho se vai tornar realidade.


Cresci quando já não havia FP's, nem Conselho da Revolução, nem PDC's, nem MIRNS, nem ELP's, nem GDUP's, nem FEC's, nem GAAF's, nem ML's.

Só ecos cantados por tipos como o Zé Mário, Zeca e Fausto, entre outros que teimavam e teimam em gritar "que houve alguém que se enganou", que "o que faz falta é avisar a malta".




Mas tive sorte de ter aprendido a ter sede de liberdade, de tolerância, de fraternidade.

Tive a coragem de ter sabido dizer não, quando muitos diziam sim.

Tive a audácia de ter dito, "não vou por aí". quando não havia motivo para não seguir o caminho dado.



Não sei se valeu a pena.
Se calhar tudo não passou de uma tentativa de ressuscitar algo de que não fui a tempo de viver.

Se calhar não fez sentido.

Mas não me arrependo. Foi por amor.


Fotos: Cristina Horta
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