segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Exposição


No próximo dia 14 de Agosto, pelas 21h30, será inaugurada, no Salão do Clube de Oficiais da Base Aérea n.º 4, uma exposição de fotografia de Miguel Bettencourt. A entrada é livre e haverá prova de vinhos e queijos.

Este é o texto da divulgação, mas permitam-me dizer mais qualquer coisa.

Conheci o Miguel Bettencourt, nestas coisas do facebook e da internet. Eventualmente teremos tropeçado um no outro, quando procurava algo sobre fotografia nos Açores, ou então por intervenção de algum amigo já cá instalado.

Não sei ao certo. Nem interessa.

Sei contudo que reconheci ( se é que reconheço algo neste campo) o Miguel como um fotográfo muito próprio que imprimia em cada disparo uma história, uma sensação, uma concepção pessoal do espaço-ilha em que nos movemos. Comecei a tentar aprender com ele. que é o que devemos fazer quando reconhecemos no outro qualidades que não temos

Mais tarde encontrámo-nos ( só para não dizer o nome) onde eu tinha um workshop para dar, mas nem a porta me abriram. Deve ter sido por ter sido gratuito....que nestas coisas se exigirmos muito tratam-nos melhor....se for dado....facilita-se.

Mas enfim....

Apenas apareceu, de toda a ilha, uma alma interessada em aprender a fotografar com latas de sardinhas e café expresso....O Miguel. 

Lá fomos.

De todos esses encontros nasceu o convite/desafio mais que urgente e oportuno, para o Miguel lançar a primeira exposição dos seus trabalhos.

Foi assim que a convite do Clube de Oficiais, o Miguel re-pensou, re-viu, re-ligou os seus trabalhos e propos-nos um tema, uma viagem.



Não há coincidencias no Universo...pelo menos neste.

 
Será dia 14 de agosto, pelas 21h00. 





Miguel Bettencourt

Permitam-me que eu me apresente na primeira pessoa.

Miguel Bettencourt, marido, pai, informático e entusiasta da fotografia.
 
Nasci no dia 24 de Fevereiro de 1974, em Angra do Heroísmo, ilha Terceira. Vivo na Praia da Vitória.
 
Será possível seleccionar um conjunto de quinze fotografias com base na invisibilidade do fio condutor que as une, como se se tratasse de uma transição dada como inexistente? Uma passagem invisível? Uma fronteira?
 
A exposição fotográfica "Fronteira, Transição" tem como objectivo questionar, precisamente, a viabilidade dessa possibilidade.
 
Citando Henri Cartier-Bresson: “Fotografar é encontrar a estrutura do mundo, regozijar-se no puro prazer da forma, desvendar que em todo este caos existe ordem.”.
 
Cabe a mim, enquanto autor das fotografias, apresentar-vos este conjunto de quadros à luz desta questão. 

Cabe a cada um de vós, se assim o entenderem, alcançar uma resposta que possibilite a apreciação do conjunto no seu todo.
 
Obrigado, José Maria Oliveira, por teres aceitado este desafio, contribuindo com a tua interpretação para a
exposição "Fronteira, Transição".
 
Obrigado, Pedro Horta, pelo convite.
 
Praia da Vitória, 5 de Agosto de 2013
Miguel

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