domingo, 26 de junho de 2011







Há coisa de um ano comprei uma velha máquina de plástico que nos anos 60 tinha tido uma aparição efémera como oferta da marca Orion.

Já vos tinha contado algures neste Blog que dentro dela vinha um pequeno rolo 127, por revelar, o qual, após ter sido sujeito à acção de Xtol, viu reduzidos os seus sais de prata a prata metálica.

Por vezes penso nisto.

Penso nas imagens que me surgiram no laboratório, imagino as histórias destas pessoas, imagino aquela tarde de praia e tento perceber o que terá ocorrido para que este rolo nunca tenha sido revelado.

Outras vezes penso na magia das coisas. Como é que raios de luz ficam adormecidos num rolo durante 50 anos à espera apenas da acção de um elemento activo para que se revelem aos nossos olhos, e assim passarem a fazer parte do mundo real?

O que é real?


Não sei. Nem nunca saberei.

Voltei apenas a este tema, porque, deitado na toalha de praia, julgo ter reconhecido aquele pontão.
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