sábado, 19 de setembro de 2009

os erros interiores





Fotografia pinhole f550, Papel Ilford Multigrade, 90 segs


Podemos fazer todos os cálculos do mundo, mas há sempre um erro, normalmente em nós, que nos afasta do fim planeado.

Veja-se o exemplo desta fotografia,

todas as tabelas obtidas nas folhas de cálculo disseram-me que uma exposição correcta para um dia de sol, é de 150 segs, quando o fstop é de 550.

E eu concordei com elas e agradeci ao inventor do Excell.

Mas eis que, ao preparar o cronometro, cogito extraordinariamente o seguinte: 150 segs? ah  isso é um minuto e meio! 

Vai daí a exposição foi, não de 150segs, mas sim de 90sgs. Pois toda a gente sabe que 150segs são 2 minutos e meio.

Manifestamente insuficiente. Pouca luz entrou na Câmara Obscura e o papel não recebeu luz suficiente.

Não é só na fotografia que isto ocorre.

Saibamos pois viver com a incerteza, com o erro, com o medo, com os vícios, com as paixões, com os tombos.

Mas se é verdade que a perfeição não é característica própria da humanidade, não se quer com isso dizer que não nos devemos aperfeiçoar constantemente,

procurando aprender com os nossos e erros e com os alheios.

procurando aprender com as nossas demandas e as alheias

procurando enfim, que muita luz entre na nossa câmara obscura.






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