No Diário Insular de hoje, vem descrita de forma pormenorizada e cabal ( não acreditando obviamente em fraude), a existência de prova bastante da presença pre-histórica nas ilhas açorianas.
Esta temática tem sido abordada desde há muito e todas as tentativas para provar a presença humana pré-portuguesa, têm esbarrado ou na crendice de quem procura ou no pré-conceito de quem deveria reconhecer e apoiar.
Se é verdade que tal investigação tem sido realizada desde há muito, até hoje todos os indicios apresentados ou são fruto de imaginação fantástica ou então foram negligenciados.
Se é verdade que, nós povo, não temos capacidade de distinguir, exceto quando seja flagrante, a autenticidade ou valor probatório de eventuais sinais de tal presença, o certo é que as entidades habilitadas deveriam ter, há mais tempo, desenvolvido investigação nesta área.
Quantas vezes, no Continente, não se iniciaram escavações arqueologicas em locais que apresentavam não mais que um topónimo como cerrado, portela, muda ou castelo? Eu sei. Nada mais havia.
Quantas vezes não se estava nesses locais e vinha alguem dizer que as pedras tinham sido postas pelo avô, quando afinal se tratava de castros?
Lembro-me perfeitamente de uma casa celta que continua de pé lá para o Gerês ( entre Paradela do Rio e Montalegre) em que a sua proprietária pensa ter sido feita pelo pai do avô. E é uma pena aquilo
Mas "aqui" quando se via esta construção e o povo dizia que tinham sido pedras ajuntadas da lavoura....nada se fazia, com medo sequer de se estar a pensar fora dos ditãmes oficiais:
 |
Todos os direitos reservados ao Diário Insular.
| Foi
junto a estas estruturas que o povo afirmava ser fruto da limpeza de
terrenos que foram descobertos os artefactos abaixo referidos, tendo
canais no seu interior. Estranho paralelo (ponte?) entre o Egipto e os
Maias. |
|
|
Será que aqui, apenas porque durante muitos anos a investigação foi conduzida também por crentes nessa mistica atlantida, mal conduzidas e mal preparadas e até forjadas ( veja-se o caso do submarino Russo de Ponta Delgada e das experiências místicas dos seus ocupantes), pode levar a que qualquer investigador sério seja logo proscrito e rotulado de visionário e imcompetente?
Se calhar agora vamos rever as velhas crónicas que falavam de estátuas pré-portuguesas...
Se calhar vamos tirar o pó da placa descoberta nas quatro ribeiras...
Se calhar vamos em busca das moedas fenícias...
Se calhar vamos todos em força para a Grota do Medo...
Se calhar vamos repensar nas nossas crenças...
Se calhar a partir de hoje vamos ver os açores de forma diferente.
Ainda bem.
Que venha agora quem está habilitado a descobrir mais e a perceber qual o motivo e origem da presença pré-histórica nos açores...e reconheça o trabalho dos que acreditaram e acreditam.
Se calhar hoje vamos perceber muito mais de nós. Insulares e Continentais.
E cada um pense o que quiser.
Fica aqui o artigo do Diário Insular.
Artefactos pré-portugueses
descobertos na ilha do Pico
PRÉ-HISTÓRIA Desenhos de artefactos encontrados numa possível cabana na Madalena do Pico (Arqueólogo Nuno Ribeiro)
Foram descobertos na ilha do Pico artefactos de pedra semelhantes aos
das culturas aborígenes do norte de África, revelou a Associação
Portuguesa de Investigação Arqueológica (APIA).
Num comunicado
enviado às redações, a APIA adianta que os referidos artefactos foram
descobertos na sequência de um trabalho de investigação histórico e
arqueológico desenvolvido em parceria com a Câmara Municipal da
Madalena.
"Foram descobertos na ilha do Pico vários artefactos
líticos com paralelos em culturas aborígenes do Norte de África e por
exemplo: "Guanches" nas Canárias", refere o comunicado.
A mesma fonte
adianta que alguns destes materiais encontram-se associados a
estruturas em pedra "piramidais escalonadas", que a população local
designa habitualmente por "maroiços", que afirmam terem resultado da
limpeza de terrenos para a agricultura.
"Muitos serviram esse
propósito, mas existem porém outras estruturas piramidais com
características arquitetónicas únicas", adianta a APIA, sublinhando que
"algumas das estruturas inventariadas têm mais de 10 metros de altura", e
possuem corredores e câmaras do tipo "tholos".
HOJE HÁ EXPLICAÇÕES
Para explicar com mais
pormenor a importância dos artefactos agora descobertos, está marcada
para hoje, 27 de agosto, pelas 21 horas, nos Paços do Concelho da
Madalena, uma conferência de imprensa, uma exposição e o lançamento de
um livro intitulado: "Estudo Histórico Arqueológico sobre as construções
piramidais existentes no concelho da Madalena do Pico".
VESTÍGIOS PROLIFERAM
Por seu lado, arqueólogos internacionais que
visitam os Açores têm considerado que locais como o Complexo Megalítico
da Grota do medo têm que ser estudados, dado indiciarem presença humana
pré-portuguesa nas ilhas.Eventuais vestígios de
presenças humanas pré-portuguesas nos Açores proliferam por várias
ilhas, mas nunca mereceram estudos científicos rigorosos.
Os primeiros casos foram referidos para a ilha do Corvo, incluindo moedas fenícias que terão, entretanto, desaparecido.
Na
ilha Terceira há várias situações por estudar, sendo que a mais
mediatizada tem a ver com o chamado Complexo Megalítico da Grota do
Medo.
O poder político regional tem procurado negar a existência de
vestígios pré-portugueses nos Açores, socorrendo-se de arqueólogos que
emitem opiniões, mas sem desenvolveram escavações ou outros estudos nos
locais indicados.