quinta-feira, 8 de agosto de 2013
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Quase sem nada....
sábado, 13 de abril de 2013
Exposição de Rita Carmo
domingo, 17 de março de 2013
sábado, 16 de março de 2013
Dia Mundial da Fotografia Pinhole nos Açores!
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| De um workshop organizado pelo Município de Mértola |
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| O resultado. |
Dia 28 de Abril de 2013, pelas 10h00, na Praia da Vitória, em local a definir, iremos iniciar a construção de máquinas fotográficas com simples caixas e latas.
Depois partiremos para a rua e iremos tentar tirar fotografias, com recurso à técnica pinhole sobre papel de sais de prata.
Voltaremos para dentro para revelar com reveladores alternativos e digitalizar os resultados obtidos.
Não será um workshop, mas apenas um convite a todos e todas que me queiram acompanhar neste dia mundial da fotografia pinhole.
As fotografias obtidas serão depois incluidas no mural mundial de fotografias pinhole desse dia.
Levarei os materiais todos. Não haverá inscrições e a iniciativa será gratuita. Tragam roupa confortável.
Basta aparecer!
domingo, 2 de dezembro de 2012
Pauzinhos da Sorte
A minha filha apareceu-me hoje, depois de ir brincar, com estes dois pauzinhos.
Disse-me que tinha sido uma menina, da qual não sabia o nome, que a ensinara a encontrar nas árvores os pauzinhos da sorte.
Estranho...
Não fora eu meio maluco, diria que é a Runa Eolh ( Protecção) e o VAV Fenicio ( Gancho), como que significando "agarrar a protecção, ou "obter protecção".
Estranha menina essa.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Postagem n.º 500
domingo, 18 de novembro de 2012
Como tudo na vida.
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| Lumentype sobre papel Brovira, recorrendo a Câmara Escura para focagem sobre plano. |
Depois de 9 meses, qual arquétipo, instalei-me naquele que será o meu espaço durante a eternidade que ela durar.
No útimo dos caixotes, já velhos e amolecidos pela húmida espera,encontro uma velha máquina Agfa, com o obturador partido pelos solavancos da viagem e uma pequena caixa de papel brovira já picado por fungos que naquele meio encontraram forma de manter a vida.
Olho para o conjunto.
Lembro-me de Talbot.
Coloco então a folha na máquina e aponto para as árvores que se agitam na minha janela.
Espero uma hora.
Sei que é uma questão de luz e tempo.
Retiro o papel impregnado de haletos de prata, que agora apresenta traços de prata metálica, fruto da acção dos ultravioletas.
Digitalizo e inverto.
A luz desenhara a árvore e registara o movimento do sol.
Deixara de ser um papel bolorento e uma máquina estragada.
Como tudo na vida.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Por São Teobaldo
Sei que o aspecto da coisa não é dos melhores, mas por São Teobaldo, este esparguete à Carbonara estava mesmo bom.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Foram-se os rebuçados ficou uma pinhole
De uma simples lata,
Após trincarmos os comprimidos de menta,
E pintarmos de negro o interior
Sem esquecer de fazer um furo com 0,60mm que tapamos com fita,
Obtemos uma máquina fotográfica pinhole/estenopeica, bastante discreta e "chique", feita com uma caixa de rebuçados de mentol criados em 1837.
Após trincarmos os comprimidos de menta,
E pintarmos de negro o interior
Sem esquecer de fazer um furo com 0,60mm que tapamos com fita,
Obtemos uma máquina fotográfica pinhole/estenopeica, bastante discreta e "chique", feita com uma caixa de rebuçados de mentol criados em 1837.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Ilha da Bruma
domingo, 26 de agosto de 2012
A criação do Universo, O Caos, a Ordem, A Academia de Juventude da Praia e outras coisas que andam sempre ligadas desde o inicio dos tempos.
Quando alguém chega de novo a um sitio, sente-se como que perdida, não compreendendo o que encontra à sua volta, como que tudo fosse caótico.
Depois, pouco a pouco, tendo em conta a sua personalidade, os seus interesses, vai conseguir situar-se nesse novo espaço, compreendendo e demarcando aquilo que lhe está próximo, o que está distante, o que procura, o que afasta.
Por fim, e só depois consegue racionalizar o espaço, conseguindo mover-se nele, deixando de o considerar o Caos.
Digamos que, tal Arquétipo Universal, consegue estabelecer uma ordem nos elementos que existiam.
Assim foi comigo, assim foi decerto com todos e todas aqueles e aquelas que de repente se sentem mergulhados em algo que lhes é estranho.
Desde que tenhamos um centro, tudo o resto é fácil demarcar.
Esta constatação banal, corriqueira da nossa vida, assume uma importância e uma profundidade que nos faz pensar, ainda que imperfeitamente, que este comportamento é repetido desde o incio dos tempos, muito possivelmente desde a criação do Mundo.
Demonstrando, mais uma vez, que tudo é Uno.
Demonstrando, mais uma vez, que tudo é Uno.
A este propósito lembro-me de uma passagem do livro de Mircea Eliade, "Ferreiros e Alquimistas", que devorei há algum tempo atrás e que hoje recordei, tendo percebido que existe uma semelhança enorme entre o comportamento que um Homem adopta quando se depara perante o desconhecido e a construção de um templo cristão e consequentemente com a criação do Universo, do Mundo e do Homem.
Vejamos:
Ensinava Eliade sobre a forma como se constrói um templo cristão.
Dizia Mircea que a construção de um templo é um arquétipo da construção do Mundo.
Consequentemente, digo eu, a criação da Ordem a partir do Caos.
De facto, no Caos tudo existe, mas não está estruturado segundo um determinado principio, tudo está misturado.
Tal como no caso do Tempo que se depara com um terreno que é ainda profano.
Tal como no caso do Tempo que se depara com um terreno que é ainda profano.
Eu que não sou católico, (nem deixo de o ser), não posso contudo deixar de recordar a esse propósito o Génesis "começou por separar as águas" "separar a noite do dia", etc, etc (ou algo parecido porque não tenho aqui à mão o Antigo Testamento).
Ainda hoje "separar as águas" é sinómino do primeiro empreendimento que deveremos fazer para esclarecer determinado assunto...para obtermos ordem em qualquer confusão.
E assim fica-nos claro que no Caos tudo já existe, mas não há uma separação entre os elementos que o constituem, sendo inexistente a relação
O Norte existe em relação ao Sul, a noite em relação ao dia, etc, etc.
A dialéctica é assim própria da Ordem, e se a ela juntarmos o principio unificador, teremos a Ternário, Trindade ou Triáde....
E aqui voltamos ao pobre do Mircea Eliade que ficou lá para trás.
Para que o Templo Cristão se implante, (e este entendido como arquétipo da criação do mundo), é necessário haver um norte, um sul, um este e um oeste. Para que possa ser orientado. ( virado para oriente....)
Ora no Caos não existe nada disso.
E como é que Mircea aborda esta questão?
Refere ele que por isso é que os Templos são construídos da seguinte forma: ( estou a lembrar-me pelo que posso falhar com algum romanceamento).
Num terreno começa-se por espetar um pau. Uma vara alta. Ela será assim o Eixo do Mundo, o Omphalus, o Umbigo. Fiat Lux.
O Caos começa a deixar de ser caos, porque passa a ter um centro, um centro que torna tudo mensurável em relação a ele. Mas também o Feminino e o Masculino.
Passamos a ter comparação e relação. Deixa de estar tudo misturado. Passamos a ter um principio, um ponto...
Depois traça-se um circulo em relação ao centro com um pau e uma corda atada à tal vara que se espetou no inicio da construção. Teremos então o dentro e o fora do circulo, o que está proximo do principio e por ele delimitado e o que está para alem.
Assim teremos o mundo criado, que está dentro da ordem, e fora do circulo teremos o caos.
Na construção do Templo Cristão chamaremos a este circulo então o terreno sagrado.
Sagrado porque está centrado num principio, e foi retirado ao Caos, através da delimitação.
Depois cumpre dotar o terreno sagrado de elementos que permitam orientar o templo.
Assim, observar-se-a o nascer do sol.
Onde a sombra tocar no circulo teremos o Oeste ( o Sol nasce a Este).
Observando o ocaso, teremos a sombra a tocar no posto Este ( o sol põe-se a Oeste).
Para ser perfeito terá que ser feita esta operação aquando de um Equinócio, em que o Sol nasce a Este e põe-se precisamente a Oste.
Constatamos assim que é o Sol, a Luz, que nos dará a medida do mundo.
Já temos um circulo, com um Este e um Oeste.
Para se Obter o Norte e o Sul, bastaria esquadrar-se estas posições.
Mas não é assim que o Templo Cristão é feito.Não é assim a criação do mundo.
E por duas ordens de razões:
Ele, o templo cristão, está sempre orientado com o Altar ( ou estava originalmente quando a arquitetura sagrada presidia à sua construção...) virado para o Nascente ( o tal Orientar...virar para oriente) e a porta para Poente.
Desta forma o que nos interessa agora obter são os pontos colaterais e não o norte e o sul ( mas sim o Nordeste, Sudeste, etc), para assim podermos colocar nesses pontos as pedras primordiais que posteriormente permitirão aos Mestres a conclusão do templo.
Por outro lado estamos ainda na criação da Ordem, pelo que este trabalho é de diferente natureza do trabalho de construção do templo. Uma coisa é criar o homem, a outra é a vivencia do homem. Esta ultima cabe-nos a nós, aquela primeira...ao criador ( tenha ele o nome e forma que quiserem dar).
E o criador cria com compasso. Faz círculos. O Homem é que esquadra...faz quadrados.
Assim a obtenção desses pontos terá que ser feita com compasso. E desta forma não teremos o Norte nem o Sul.
Por isso é que, e voltando a Mircea Eliade, na Construção do Templo Cristão obtinham-se os pontos colaterais, colocando uma corda na vara que ficou a marcar o Este, e atando uma outra vara, no cumprimento de corda entre este e a vara que foi colocada inicialmente, ou seja pela distancia entre o limite do mundo e o seu principio....para que tudo fique dentro, com a mesma medida.
E assim, traçando novamente um circulo com o raio igual ao raio do circulo inicial, iremos tocar neste, precisamente a Nordeste e Sudeste, e do outro lado a Noroeste e Sudoeste.
E assim obtivemos o quadrado.
Este processo, simples, e que realmente era utilizado, (por quem sabia o que fazia), recria a criação do Universo ( circulo) e o mundo (quadrado).
Torna a construção do Templo Sagrada, porque repete a criação do Universo, da Terra e do Homem.
Vai ser nesse quadrado que se colocarão as pedras basilares para construção do templo.
E assim, novamente nos apercebemos o que significa verdadeiramente o Templo de Deus...O Homem.
Tudo tem um sentido. Tudo obedece ao mesmo principio, à mesma forma de actuar.
Basta pensar um pouco e olhar à nossa volta
Tudo tem um sentido. Tudo obedece ao mesmo principio, à mesma forma de actuar.
Basta pensar um pouco e olhar à nossa volta
Nós temos um umbigo....Omphalus.
As cidades têm um centro,
O mundo tem um núcleo
O sistema Solar tem o sol
O sol tem o centro da galáxia
As galaxias têm o grande atractor....
E tudo no mundo gira em volta de um principio, de uma vara que foi colocada inicialmente no Caos, para depois, se tirarem as medidas da Ordem.
E esta compreensão do mundo tem-me ajudado:
E assim voltamos ao incio da história:
Quando cheguei aos Açores, tudo me parecia confuso, não conseguindo separar as várias realidades que existiam neste espaço.
Para mim existia assim o Caos ( é que Caos e Ordem se calhar são conceitos relativos, dependendo do observador e não são verdadeiros estados absolutos...em bom rigor a medida não é criada por aquele que quer saber a distância entre duas realidades?).
Lembrando Mircea, desde que cheguei, procurei logo o centro...o meu centro, que depois utilizaria para separar, para medir o que me estava mais próximo e o que estava mais distante. Tendo em conta o tamanho da corda que queria usar...
E assim fiz. E hoje sei o que está dentro e o que está fora. O que procuro e o que afasto.
Bem próximo dele, e seguramente dentro, está, por exemplo, a Academia de Juventude da Praia da Vitoria e o seu pessoal.
Lembrei-me disto porque ao passar por lá, vi uma máquina pinhole colada na varanda, virada para Este,
Esta câmara vai ficar até ao solstício de inverno colocada na varanda da Academia, tendo lá sido posta pelo Prof Rogério.
No fim, teremos uma visão da Baia da Praia da Vitória, como nunca ninguém a viu.
Quatro meses numa só imagem... imagem e tempo num papel de sais de prata.
Esta câmara vai ficar até ao solstício de inverno colocada na varanda da Academia, tendo lá sido posta pelo Prof Rogério.
No fim, teremos uma visão da Baia da Praia da Vitória, como nunca ninguém a viu.
Quatro meses numa só imagem... imagem e tempo num papel de sais de prata.
| Camara Pinhole / Estenopeica na Academia de Juventude da Praia da Vitória - Açores |
| Vista sobre a Baia da Praia da Vitória - Açores, no enquadramento aproximado da Câmara Pinhole / Estenopeica |
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Açores visto por um buraco de agulha...
A coisa começa a mexer.
Inserido no projecto mundial Time in a Can, lancei o desafio a algumas pessoas e entidades da Ilha Terceira, e do restante Arquipélago, de se fotografar, os Açores, com a técnica pinhole, obtendo as chamadas solargrafias.
Recordando: Pinhole é a técnica fotográfica mais simples, que permite fotografar com simples latas furadas com um buraco do tamanha do um alfinete. Solargrafia é uma técnica pinhole que permite obter uma fotografia que regista o movimento do sol durante meses ( podendo contudo ser de apenas um dia).
Trata-se de um projecto inovador, quer a nivel mundial ( tinha sido apenas feito uma vez no ambito de um doutoramento pela Tarja), mas completamente pioneiro nos Açores.
Neste momento todas as câmaras estão distribuídas e espalhadas pelos Açores, já estando a registar as imagens que depois serão digitalizadas em alta resolução e divulgadas.
Serão imagens unicas, irrepetiveis e que darão uma visão das paisagens Açorianas totalmente diferentes daquelas que registamos com as máquinas convencionais, pois a par da fotografia normal teremos em fundo o movimento do Sol gravado durante 4 meses, até ao dia do Solsticio de Inverno.
Agradeço em especial:
Ao Prof Rogério da Academia da Juventude da Praia da Vitória
À Academia da Juventude da Praia da Vitória
À Associação Cultural Burra de Milho da Ilha Terceira
Ao Centro Cultural de Angra do Heroismo
e aos amigos do Prof. Rogério que foram na conversa.
Deixo assim, a imagem de uma das máquinas, em pleno registo solargráfico dos Açores.
Não é preciso dinheiro para se fazer coisas com piada. É preciso é haver vontade por parte das boas pessoas!
| Câmara Pinhole - Centro Cultural de Angra do Heroismo |
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Laboratório
Ainda está um Caos.
Pouco a pouco vou começar a carregar rolos, reveladores, papeis, nitratos e sulfitos, caixas de luz, tambores de revelação, aquecedores, sais, filmes, colas e plasticinas, bandejas e pipetas, medidas e termómetros, lâmpadas e filtros, guilhotinas e fixadores, pinças e luvas, água e funis.
Pouco a pouco se vai re-construindo.
A vida é de facto assim.
Eternamente.
domingo, 12 de agosto de 2012
Desafio - Concurso até dia 20 de Agosto
Tenho cinco câmaras estenopeicas para ceder, lançando um desafio:
As câmaras têm que ser colocadas até dia 20 de Agosto, algures na Ilha Terceira, ( ou numa outra ilha dos Açores) num local virado para Sul, de forma a que não seja retirada do local por estranhos, e que, durante o inverno, aguente bem a chuvada. ( fita cola, debaixo de telha, numa varanda interior, num sitio alto, camuflada, etc. etc).
As câmaras serão entregues ( já com papel fotográfico) aos cinco primeiros que enviarem um mail para pedrohorta@yahoo.com a dizer que querem participar. Apenas se pedindo que após a instalação da câmara nos enviem um mail com as coordenadas ou localização aproximada. A quem participar será oferecido um curso de fotografia pinhole, para que percebam como funcionam as câmaras que vão levar.
Existe uma sexta câmara que será entregue a uma colectividade, associação ou grupo de jovens, idosos, mulheres, reformados, desempregados ou seja lá o que for, que deseje participar nesta iniciativa. A essa coletividade será oferecido um curso de fotografia para os seus utentes.
O objectivo é captar o movimento do sol até ao último dia do ano, bem como obter uma imagem da ilha, que registe imagem e tempo.
Os que conseguirem devolver a câmara nos primeiros dias do mês de janeiro de 2013, verão o seu trabalho ser divulgado internacionalmente e receberão uma imagem de alta definição da sua foto.
Esta iniciativa está inserida num projecto time in a can, no qual este blog participa.
O que esperam?
14 de Agosto de 2012 - 3 Câmaras solicitadas em entregues
15 de Agosto de 2012 - Mais uma câmara entregues
Faltam 2!
sábado, 11 de agosto de 2012
Lumentype II
Aqui ficam os resultados da experiência que vos falei em Lumentype I
Aqui ficam as imagens obtidas . A Azul as que fora positivadas, a castanho as que estão conforme original.
Papel Brovira, já há muito expirado e muito exposto à luz.
Como o Henry Talbot fazia...
Tal como prometido, deixo aqui o processo de Talbot...
Henry Talbot, contemporâneo de Daguerre, foi o responsável pelo processo de negativo-positivo, permitindo obter várias cópias do mesmo negativo.
Muito romanceado....ele fazia o seguinte:
Pegava na sua máquina fotográfica, à qual a muher chamava de "ratoeira" e colocava, no ponto oposto ao da lente uma folha de papel sensibilizada com cloreto de prata ( nitrato de prata com sal de cozinha, numa solução aquosa...ainda antes de se descobrir o processo de obter a mistura numa solução gelatinosa...muito mais sensivel).
Feito isto, deixava a sua máquina, durante trinta minutos com o obturador aberto virada para o que queria fotografar.
Mais ou menos como eu fiz:
Depois retirava o papel, e sem revelação, mas com uma fixação em água salgada ou iodeto de potássio, obtinha uma imagem.
Depois colocava essa imagem/fotografia em cima de outro papel salgado ( papel embebido na tal solução de cloreto de prata) e positivava a imagem.
O processo era simples: Se de inicio a luz (branca) escurecia o papel onde tocava ( preto), agora essa mesma zona preta, não deixava passar a luz para o novo papel, obtendo-se desta forma um positivo.
Mais ou menos como eu fiz
Vendo-se uma viatura mais próximo e uma casa do lado esquerdo, bem como um telhado do lado direito.
De facto é imperfeita. Mas gosto do estilo.
Quase que um abstracto que nos surpreende.
Hoje usei papel brovira, que utiliza brometo de prata. Em breve, quando o laboratório estiver instalado, irei tentar obter papeis salgados, na formula que Talbot usava, e recriar-se-á, o seu processo, tal como ele o fazia.
Solargrafia e como fazer uma câmara Pinhole.
O objectivo é fazer uma máquina pinhole, com apenas restos de coisas. Encontrei um pequeno parafuso e um camarão. Se encontrar uma pedra conseguirei fazer um pequeno furo na lata. Lembro que uma câmara pinhole, nada mais é do que uma caixa, ou lata, totalmente isolada da luz, excepto por um pequeno furo com menos de um milimetro ( isto grosso modo, pois existem câmaras pinhole que são feitas a partir de carros, hangares de avião...e cujo furo por onde entra a luz ( estenopo) é maior que um milimetro.
Existe uma relação optima entre a distancia do furo ao material sensível. Podem procurar programas na internet para fazer esses cálculos. Eu uso normalmente o f150 ( ou seja o furo é 150 vezes menor do que a distancia que vai dele até ao papel, neste caso o diâmetro da lata). O importante é saber o tamanho exacto do furo, para que se possa calcular com rigor o Fstop, e daí se conseguirem fazer cálculos precisos, sobre o tempo que deve demorar determinada exposição. Uma máquina f150, tirará uma fotografia em 7 vezes mais tempo do que uma máquina "normal" em f16.
Escolhe-se o centro da lata, para que o furo fique alinhado com o papel que depois se vai lá colocar ( pode ser filme, muito mais rápido)
Um pequeno furo, obtido com um parafuso velho e uma pedra vulcânica.
Visto por dentro. Tem 0,6 mm. o diâmetro de um alfinete de roupa.
Depois pinta-se o interior, para que a não haja luz a fazer ricochete dentro da lata, criando uma imagem mais desfocada.
Pinta-se por fora, por uma questão estética.
Coloca-se papel dentro da máquina. Neste caso estou a utilizar papel velho e já exposto à luz, pelo que não poderei usar reveladores. Assim posso manusear o papel com luz. Se fosse para usar com revelador, teria que o manusear sob luz vermelha, amarela ou verde, caso contrário ficaria negro quando em contacto com o revelador. Esta técnica, Solargrafia, vai misturar o lumentype, com pinhole. Procura-se assim obter uma imagem estenopeica, com papel fotográfico à boa maneira do Print-Out-Papers, de Henry Talbot ( apesar que este usava uma máquina com lentes, muito mais rápida...mas sobre isso vos falarei amanhã), recorrendo apenas à forte luz do sol, que ira entrar dentro da câmara escura e literalmente queimar ( oxidar) o brometo de prata do papel brovira.
Coloquei então a tampa, e deixei ficar ao sol durante as 7 horas de luz que restavam.
Mas que já vi que funcionou...já vi.
E tenho mais 5 máquinas já feitas...e muito papel para gastar.... Quem quiser é só aparecer.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Lumentype
Da última vez que estive na casa do meu pai, vim de lá, para além de um belo repasto e de uma boa pinga, com umas caixas de papel fotográfico expirado.
Isto já era bom. Mas o melhor foi quando vi que se tratava do velho papel Brovira, conhecido por se autodenominar o único papel exclusivamente constituído por Brometo de Prata.
Para os mais distraídos, (ou para quem agora aqui chega), com as coisas que aqui vão sendo ditas e trocadas e descobertas, relembro que o papel fotográfico, nada mais é do que uma emulsão ( gelatinosa) que contem os chamados haletos de prata.
Estes podem ser três.
- Cloreto de Prata, resultante da mistura de nitrato de prata com sal de cozinha. Mais lento e utilizado inicialmente por Talbot nos seus papeis salgados.
- Brometo de Prata, resultante da mistura de Brometo de Potássio com Nitrato de Prata, mais rápido, mas usado normalmente com o haleto seguinte ou com o anterior, ou ainda, em algumas fórmulas, com uma mistura de ambos.
- Iodeto de Prata, que foi usado inicialmente por Daguerre, sendo resultante da mistura de Iodeto de Potássio com Nitrato de Prata. Neste caso Daguerre fumegava directamente o Iodo nas placas de prata polidas e depois revelava com mercurio... Mas Bacquerel deu-nos a informação que estas emulsões podem ser reveladas com uma luz vermelha forte....num fenómeno ainda não completamente explicado.
Todos estes sais são sensíveis à luz e escurecem quando em contacto com ela. Desta forma, usando ou não revelador, poderemos obter uma imagem permanente, se depois fizermos uma lavagem especial do papel fotográfico com uma solução a 10% de Tiossulfato de Sódio, visto os haletos serem insolúveis na água ( o que foi uma dor de cabeça durante muitos anos).
Nesta experiência que hoje fiz, coloquei em contacto com papel brometo de prata, umas folhas de árvores aqui da Ilha Terceira. Deixei ficar ao Sol meia hora e depois retirei-me para um local escuro, para que o papel não continuasse a sofrer escurecimento.
Procurem no Blog por Talbot, Lumentype, Print Out Paper. Fala tudo do mesmo. A possibilidade de se obter uma imagem sem revelador, à boa maneira antiga.
Na página de livros, encontrarão as fórmulas para fazer emulsões, bem como outros links sobre a história da fotografia....nem sempre muito cientifica.
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