domingo, 29 de novembro de 2009

Mais um passo




Filme Neopan Acros, com uma Gaevert Gevabox, F11 @1/30 , Revelado com Caffenol C  ( cuja fórmula secreta é Café Pingo Doce, Omo Mão e Pastilhas Vitamina C do Lidl)



São as pequenas vitórias que dão tornam o homem feliz. Já dizia Nietzsche.




sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Técnica

Descobri por acaso que é possível reduzir ainda mais um pouco a utilização de produtos comerciais, aquando da revelação de negativos.
Este método usa café e vitamina C.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Nevoeiro





Serra de Monchique: Filme Neopan Acros 120 (formato 6 x9), revelado pelo processo Lumentupe em Agfa Rapitone P1-P3


Acredito piamente que o nevoeiro trará , mais dia menos dia, no seu cavalo branco, o encoberto.

Nem que seja através de um nevoeiro interior e simbolico, que rasgado ou dissipado, revele o verdadeiro sentido das coisas.

Assim seja.


domingo, 15 de novembro de 2009

duas noticias fantasticas e importantes para o nosso dia-a-dia

A primeira é que o site não oficial de Luiz Pacheco está de novo no ar





A segunda é que inventei uma infusão maravilhosa para um fim de dia.

Ingredientes:

Folhas de Hortelã-Menta ( uma pitada)
Mel ( q.b)
Um pau de canela
Um quarto de tampa de licor beirão.

Deitar a água quente directamente por cima do composto.



 e acompanha um disco de jazz, uma conversa em família,  mais um copo de licor beirão, uma cachimbada ou o inicio de um livro. É uma panaceia Universal.

Voltei aos fotogramas

Há uma técnica, que combinando processos alternativos com técnicas de sempre, permite imprimir uma fotografia sem recurso a químicos e de forma rápida e económica.

Utensílios:

Um negativo revelado ( utilizei tiras de 6x9)
Um vidro
Uma lâmpada ( ou sol)
Papel Fotográfico velho e já exposto à luz.







Depois esperam-se cerca de 5 minutos.

(O que se está a fazer é a obtenção de fotogramas, mas queimando de tal forma o papel que a imagem surge sem necessidade de revelador, numa técnica chamada de Lumentype.)



Obtive assim uma série de fotogramas positivos, que não podem ser expostos a mais luz, porque não se encontram fixados. Se os colocar em Fixador, a imagem ficará muito clara e não raras vezes, imperceptivel.

Vão então directamente para o scanner.




Monchique, tirada com a Box Gaevert Gevabox, utilizando filme 120 Neopan Acros 100. 

Técnica


Foto:Pedro Horta


Reconheço não ter capacidade de comprar um digitalizador de algumas centenas de euros. Nem tão pouco material fotográfico que justifique tamanho investimento.

No entanto tenho que digitalizar os meus negativos de médio formato ( 6X6 e 6X9).

Inventei um pequeno esquema, que embora não garanta a melhor qualidade, permite transformar um simples scanner, num digitalizador de negativos:

Utilizei,
Uma lâmpada das económicas (porque difunde melhor a luz) e
Uma pequena placa de acrílico leitoso  (em ultimo caso uma folha de papel branco).

Depois é só realizar a digitalização com a melhor qualidade possível e no fim inverter.

Em boa verdade utiliza o mesmo principio dos ampliadores difusores. A luz em vez de ser condensada através de uma lente apropriada para o tamanho do negativo é simplesmente difundida sobre o negativo.

Por acaso estou-me agora a lembrar que tenho um no meu laboratório e que aceita negativos 6X9....

Vou lá abaixo.

A quinta misteriosa


 Foto: Pedro Horta


Querem ir passear comigo? Eu vou correr.

Saio do Poço de Aljustrel, passo ao Convento de Santa Clara em direcção à quinta do Soeiro Testa.

No fim da estrada há uma quinta com animais exóticos. Prometo.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A Cadeia de União




Cadeia de União por Carmen Lara Alexandre
( reprodução autorizada pela Artista)




"Meia noite em ponto. Mais uma jornada na construção do templo terminara. Cansado por mais um dia, Mestre Hiram recostou-se sob o frescor do Ébano para o tão merecido descanso. Eis que subindo em sua direcção, aproxima-se seu mestre construtor predilecto, que lhe diz: 

- Mestre Hiram... vou lhe contar o que disseram do segundo mestre construtor...
Hiram, com sua infinita sabedoria, responde:


- Calma, meu mestre predilecto; antes de me contares algo que possa ter relevância, já fizeste passar as informações pelas “Três Peneiras da Sabedoria”?
- Peneiras da Sabedoria??? Não me foram mostradas. Respondeu o predilecto.
- Sim... meu mestre predileto! Só não te ensinei, porque não era chegado o momento; porém, escuta-me com atenção. Tudo quanto te disserem de outrem, passe antes pelas peneiras da sabedoria e na primeira que é a da Verdade, eu te pergunto: Tens certeza de que o que te contaram é realmente a verdade?!
Meio sem jeito o mestre responde:
- Bom, não tenho certeza realmente, só sei que me contaram...
Hiram continua:
- Então se não tens certeza, a informação vazou pelos furos da primeira peneira e repousa na segunda, que é a da Bondade. E eu te pergunto: É alguma coisa que gostarias que dissessem de ti?!
- De maneira alguma mestre Hiram! ... Claro que não! 


- Então a tua estória acaba de passar pelos furos da segunda peneira e caiu nas cruzetas da terceira e última, e te faço a derradeira pergunta: Achas mesmo necessário passar adiante essa estória sobre teu irmão e companheiro?!
- Realmente mestre Hiram, pensando com a luz da razão, não há necessidade...
- Então ela acaba de vazar os furos da terceira peneira, perdendo-se na imensa terra. Não sobrou nada para contar. 


- Entendi poderoso mestre Hiram. Doravante somente as boas palavras terão caminho em minha boca. 


- És agora um mestre completo. Volta a teu posto e constrói teus templos, pois terminastes teu aprendizado. Porém, lembra-te sempre: As abelhas construtoras do Universo, nas imundices  dos charcos, buscam apenas as flores para suas laboriosas obras, enquanto as nojentas moscas, buscam em corpos sadios as chagas e feridas para se manterem vivas. "



  História que se conta, de quando em vez.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Fui a Lisboa e não levei máquina.

Estive hoje o dia inteiro em Lisboa.

Como bom pacóvio que vai à Capital fiquei abismado quando o carro se meteu por becos e vielas, com monumentos e palacetes, avenidas e jardins.

Hoje estive o dia inteiro em Lisboa.

Eram nove da manhã quando o Sr. Doutor me disse que já podia voltar a saltar e acorrer e andar no campo.
De um momento para o outro deixei, como que por magia, de me preocupar com costas e radiografias e tac's e pernas maiores que outras que são por outro lado mais pequenas e nervos entalados nas vertebras e nos discos e posturas tortas e olhos estrábicos e o diabo a sete que me acompanhavam desde que um dia  que o médico me viu a correr todo torto nas ruas de Beja.

Hoje estive o dia inteiro em Lisboa.

Eram dez da manhã quando passei por sítios que já não via desde que era adolescente.
Passei pelo Ministério da Educação, onde participei numa manifestação da qual me foi tirada um fotografia que por sorte/azar foi a primeira capa da revista O MILITANTE  ( sim, eu já fui capa de revista, como a Matadinho). Passei por uma rua onde ficava o consultorio de dermatologia de um médico famoso que me curou com Roacutan e volta e meia me mandava um cartão a perguntar como é que estava o meu fígado.... Passei pela Assembleia da Republica, onde levei uma (ou duas) vargastada nas costas, por um senhor do Corpo de Intervenção só porque estava em cima do leão com uma barra de ferro que servia de pau a uma bandeira negra. Passei pela Baixa onde um dia às cinco da manhã me deliciei com os bolos do dia anterior que eram trocados por um funcionário ( eu e os outros manguelas que me acompanhavam). Passei pelo Instituto Jean Monet onde um dia o meu pai me foi levar à noite para apanhar o autocarro que me transportaria a Paris, Estrasburgo, Donostia e Hendaia a convite do Parlamento Europeu., naquela que foi a viagem da minha vida. Passei pelo Jardim Zoológico que visitei em pequeno e onde já levei a minha pequena, num dia de sol que vencendo o medo de andar de carro em Lisboa decidi aventurar-me até ao Parque das Nações...e apanhar o táxi.

Hoje estive o dia inteiro em Lisboa.

E não levei a minha máquina fotográfica.
Não faz mal, tirei uma fotografia com um método especial: Cardiotype.
Gravei as imagens directamente no meu coração.

domingo, 8 de novembro de 2009

Hoje fui passear.

Andei pelas ruas de Évora. Chovia. Chove sempre quando vou a Évora.

Procurei refúgio debaixo das varandas.

Faltavam ainda 3 horas para o comboio e chovia. Percorro várias vezes as mesmas ruas, até que me decido deter. Já estou farto de voltar a encarar a mulher das castanhas, o chinês que faz pássaros de folhas e o tipo que fuma cigarros nas arcadas.

Entro no café e peço uma bica e uma água com gás. Pago dois euros e quinze.  Sinto-me roubado. Tomo um comprimido para a dor de cabeça. 500mg devem chegar. A empregada vem limpar as mesas. Se me tira a chávena vazia... Agarro no copo de água fingindo ainda ter algo que me justifique por ali parar.

Faltam 2 horas e meia para o comboio. E o tempo não está bom para andar à chuva a tirar fotografias. Sobram-me meia dúzia de euros no bolso.Já não dá para almoçar sentado a uma mesa. Nem sequer está bom para  parar num banco de jardim para comer a sandes mista que trago dentro da mala, envolta nas máquinas e no avental.

Decido finalmente ir para a estação. Lá está mais abrigado. Molho-me.

Chove sempre em Évora.

Bebo mais um café. Está bom. Muito bom.

Como a sandes e bebo o pacote de leite. Fico uma hora a ver um jogo na televisão, sem perceber quem está a jogar. Agradeço às 4 diopetrias.

Tiro quatro fotografias mal esgalhadas medindo a luz a a olho.

Meto-me dentro do comboio. Adormeço com o calor do ar condicionado.

Acordo já em Cuba. O comboio pára em Beja e meto-me à chuva para casa.

Ao fim de 6 horas chego.


E assim percorri as Ruas de Évora.

sábado, 7 de novembro de 2009

Saudades


Desenho obtido através de Fotografia Estenopeica - Pedro Horta
/Largo da Porta Nova- Barcelos\



Para alguém que tem saudades da sua terra.


Os caminhos dos outros



Às vezes os caminhos são sempre a direito e perfeitamente delineados.

Mas esses não são os nossos caminhos.

São trajectos já percorridos por outros... que de tanto repetidos deixam marcas que nos conduzem aos locais onde outros já chegaram.

E assim...passamos uma vida inteira a fazer os caminhos dos outros, pensando que, afinal de contas, somos livres e donos dos nossos proprios passos.



quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Até já

Tenho evitado escrever muito no Blog. Por dois motivos.

O primeiro prende-se com uma subita falta de imaginação/insipração que me atormenta para estes e outros textos desde há dois meses para cá.
O segundo motivo....não sei.
Mas suspeito que seja a causa de tanto bloqueio.

Constato contudo que me tenho tentado desligar do computador. Cada vez mais estar à frente deste instrumento se torna mais penoso.

Sinto-me perante o PC ( personal computar, claro está) tal qual como  me sentia perante os SGs há alguns meses.

O resultado, com os cigarros, foi ter deixado de fumar.

Não se admirem portanto se não tiverem noticias minhas durante uns tempos.

Também não se admirem se amanhã voltar a escrever, todo entusiasmado acerca de uma caixa de sapatos que transformei numa máquina estrambolica qualquer.

Não sei.

Como vos digo, não sei o segundo motivo.

Monchique III


E assim terminam as fotos de Monchique.

Todas elas tiradas com uma velha máquina de caixa, Gevabox, dos anos cinquenta (acho) sem fotometro e com um duvidoso obturador.

Gostei.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Monchique...numa manhã de nevoeiro


Uns e os outros, parte II


Fuji Neopan Acros 100, Xtol 1:2



Paro no café. Peço um café, um descafeinado e um leite Ucal, com copo e palhinha... já agora uma tosta de fiambre.

Chega um cão.

Lançam-se migalhas ao ser esfomeado.

Chega um homem.Senta-se ao lado.

Para ele não há migalhas.

Uns e outros, parte 1

Fuji Neopan Acros 120, Xtol 1:2