segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Hoje os Xutos estão em Grândola

Foto de Cristina Horta ou Urbino Felício? (afinal Cristina, o Urbino realizou comigo a entrevista)


Há cerca de 12 anos ( afinal 17 anos, ver comentários) entrevistei o Zé Pedro, naquela que foi talvez a minha última entrevista com sentido.

Seguiram-se três ou quatro anos de entrevistas a tipas e tipos de duvidosa qualidade musical, mas que permitiam manter o frigorífico atestado.

Foi este fim-de-semana que "roubei" umas fotografias do arquivo da minha irmã ( que daqui prometo solenemente devolver, pois já se encontram digitalizadas) e por momentos senti uma nostalgia que me trespassou e que quase me fulminou.

O cabelo comprido, os brincos, as raparigas, as noitadas, as entrevistas, as reuniões...

Mas foi apenas momentâneo.

Não considero que a felicidade esteja apenas no meu passado.

Fiz apenas boas opções. O que me ajudou a construir o presente.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Adivinha


Foto: Pedro Horta




Para andar lhe pus a capa
E tirei-lha para andar,
Que ele sem capa não anda,
Nem com ela pode andar,
Com capa não dança,
Sem capa não pode dançar;
Para dançar se bota a capa,
Tira-se a capa para dançar.
Teófilo Braga in Era Novas ("As Adivinhas Portuguesas, pag.254)

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Não resisto




Bem...excepto a questão de ..."ter a companheira".
Pronto...é Punk. É o conceito de Revolução Sexual.

Casa Celta


Fotografia Pedro Horta, sobre filme colorido, 100Asa, tornado Cianotipo por Photoshop


Quando vier o subsidio de Natal, vou comprar os químicos necessários para obter cianotipos.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Igreja da Piedade

Foto: Pedro Horta


Andava eu, em Beja, de mapa na mão, à procura da antiga Igreja da Piedade...

Já em 1870 não vinha no mapa....só ecos da sua presença.


Junto ao Castelo... Onde?
O Beco da Piedade...Será a casa do canto do Beco?
O Largo da Piedade...Qual destas Casas será?

Não encontro. Volto passado um mês.

Não encontro. Vou-me embora.

Vou ao Arquivo da Câmara (na Rua das Lojas)...subo as escadas....

Diga, quer alguma coisa?- Dispara um, voltando a cara, fazendo-me aguardar 2 minutos.

Procuro o Arquivo Fotográfico, digo amiude, sentindo-me mal no meio de tanta notoria intelectualidade.

Não é aqui, é na Rua da Moeda.
Diz ao rapaz onde é...

Estive quase para disparar um...obrigado miúdo...mas...
Fica como elogio. É bom um maduro ser tratado por rapaz.

Saio.

Chego à Rua da Moeda... Entro.

Diga - dispara outro.

Procuro o Arquivo Fotográfico....

Não é aqui, é na rua ao lado.

Mas se vim de lá agora...disseram-me....

Telefona-se para lá...ah...está de férias? mas não era preciso mandarem o senhor para aqui.

Sabe...diz-me. Isto ainda está fechado. Volte e fale com o senhor x.

Voltei, falei...mas fazer investigação, de pé, enquanto o nosso interlocutor bufa...é dificil.

Não consegui uma fotografia antiga do largo da Piedade. Trago outras do Chafariz do Jardim dos Aliados.


Mas eis que volto ao Castelo. Olho para cima e peço ajuda divina para a minha demanda...e eis que surge..escondida atrás de um muro...a Igreja da Piedade.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

As coisas da luz

Foto Estenopeica, Filme Colorido Asa 200, 2 minutos de exposição



Esta foi a última fotografia de um rolo que utilizei numa máquina descartável que fiz com uma caixa de fósforos ( das grandes).

Se as máquinas construídas com caixas de fósforos são extremamente baratas, têm contudo dois grandes inconvenientes:

- Nunca se sabe se funcionam até à revelação do rolo.
- São descartáveis, sendo difícil a sua reutilização.

(Poderia acrescentar que não produzem imagens nítidas....mas quem as quiser que gaste 100 euros numa digital compacta).

Assim cada imagem, cada fotografia, é um enigma, nunca se sabendo, à priori, que tonalidade, que contraste terá...ou até se sairá alguma coisa.

Na fotografia desta postagem, após medir exaustivamente a luz presente, elaborando os mais precisos e preciosos cálculos matemáticos, cheguei à conclusão que a imagem necessitaria de 1 minuto de exposição, para sair correcta.


Iniciei a exposição...mil e um...mil e dois...

Quando faltavam cerca de vinte segundos para terminar,a minha filhota chama-me....vou.

Por momentos esqueço-me da exposição e o filme acaba por ser sensibilizado com o dobro da luz calculada.

Resultado...tinha-me enganado um stop, e a correcta exposição eram de facto os dois minutos e não apenas um como eu pensava.

Moral da história... às vezes não são necessários grandes e elaborados teoremas para definirmos e entendermos a realidade...basta ouvir uma simples criança...especialmente nas coisas da luz.



sábado, 22 de agosto de 2009

Apanhado

Foto: Carmo Isabel



Apanharam-me em plena acção.

Na fotografia utilizava um pequeno tripé dos chineses, uma Canon 1000FN, da qual retirei a objectiva que substitui por uma cartolina furada.

Foi ali para as bandas do Crato, após seis horas de viagem, vindo de Chaves e de regresso a Beja.

Hoje vou acabar de revelar este rolo. Depois mostro o resultado.

Rua de Beja

Fomapan 400, Fotografia Estenopeica ( f210), Revelado em Xtol 1:1




sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Desabafo em jeito de fim-de-tarde

Quando era jovem, fui atacado por um surto de acne que que me deixou marcado para o resto da vida.

Acho que tive borbulhas desde os 15 anos até aos 30.

A minha cara era uma grande borbulha, que não desaparecia com clearasil, roacutan e outras drogas.

Aos poucos fui-me isolando. Não gostava de sair de casa.
À noite, sentia-me melhor.

Deixei crescer o cabelo e coloquei cinco brincos. Assim escondia a cara e afastava a atenção da face para os lóbulos das orelhas.

Por tudo isso, não olhava de frente para as pessoas e não tive tantas namoradas como eu desejava.

Lembro-me de um dia em que duas velhas ( decerto que já morreram) terem parado à minha frente e, espantadas, assustadas, benzeram-se, exclamando: "coitadinho".

Lembro-me de no refeitório da escola haver miúdos e miúdas que se levantavam quando eu me sentava para almoçar à sua frente.

E assim cresci. Envergonhado, no meio de traumas.

Hoje tudo passou. Fisicamente.

Mas de quando em vez, quando me olham mais fixamente, desvio a cara. É reflexivo.


Hoje recordo com algum humor esses tempos, mas bem sei que nunca poderei aspirar ao mundo da "passe-rele", da alta moda.

Mas nada me impede de ser mais um, igual aos outros, e de até, por vezes, me sentir possuidor de um "je ne sais quoi".

Não posso, contudo, é admitir que alguém, pegando nalguma insuficiência estética que eu possa ter, a utilize para me rebaixar e reduzir ao zero.


Acerca disto lembro-me de uma história contada pelo meu pai, acerca de uma qualquer comissão cultural que havia na Música Velha de Grândola, antes do 25 de Abril.

Alguém com muito esforço, vencendo o medo, e as suas limitações, colocara um qualquer aviso, ou texto numa vitrina daquela associação.

Houve logo uma ou duas senhoras, hoje ditas antifascistas, e muito respeitadoras da cultura popular, que se puseram a gozar com os erros ortográficos e gramaticais de tal papel.

Reduzindo a zero todo o sentido que ele tinha. Envergonhando a sua autora. Que vencendo o medo da PIDE e das suas limitações escrevera tal texto.

Lembro-me dessa história e nunca mais dela me esqueci.

E recordo-me sempre dela quando constato que alguém se afirma por espezinhar o outro, nem que seja pelas borbulhas ou pela forma como escreve.

Não é este o comportamento próprio dos grandes deste Reino.

Se é certo que a grandeza é uma realidade essencialmente comparativa, tal não quer dizer que se cresce com a inferiorização do outro. Tal apenas nos dá uma ilusão de superioridade momentânea ( uma ilusão interior, claro está).

Nós somos exactamente do tamanho da chama que arde dentro de nós ( Bismarck).

Afirmemo-nos pelas nossas grandes qualidades. Por aquilo que somos. Pela nossa chama

Pela nossa sensibilidade,
Pela nossa inteligência,
Pela nossa eloquência no uso da palavra e da escrita,
Pelo nosso raciocínio,
Pelas nossas capacidades fisicas,
Pela nossa arte

E que ninguém nos menospreze por sermos,

Feios,
Gordos,
Homossexuais,
Pretos,
Ciganos,
Iletrados,

Pode ser? O mundo seria um sitio melhor para viver.

Pax Profunda!




Mosteiro de Pitões da Júnias


Lá para as bandas de Pitões das Júnias, existe um mosteiro muito, mas mesmo muito antigo.

Chega-se até lá por um velho caminho, em rocha, escarpado.

Diz-se que antes de Portugal o ser, já lá andavam uns frades...

Pensei que fosse o ermo mais escondido do país, propicio à reflexão e contemplação, mas quando estava, mesmo a chegar ouço:

"Olha um gajo de Grândola".

Aprendi nesse dia que por muito que uma pessoa se retire, se afaste do tempo, e se aproxime do Infinito, há sempre alguém que nos alerta para o facto de pertencermos a este mundo.




















Fotos Pedro Horta
Estenopeicas ( F210) sobre filme Asa 200

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Dia do Maçon

Hoje, 20 de Agosto, assinala-se no Brasil o Dia do Maçon.

Por todo o lado, publicamente, assinala-se e comemora-se, relembrando-se a reunião de 1822, em que em assembleia geral maçónica no Rio de Janeiro votou-se, por unanimidade, a independência do Brasil.

Hoje estava a pensar dar largas à imaginação...mas não.

Parece-me que ainda não é a hora, apesar do que dizia o bom do Fernando Pessoa.

Mas se das coisas sérias não se pode falar abertamente... fica isto para nos rirmos.



segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Tranca


Filme Asa 200 de uma tranca de uma casa Celta


Numa aldeia o sinal indicava que seguindo por ali chegaria a uma casa Celta.

Uma casa Celta...? Que diabo...

Era verdade. No meio da Aldeia uma casa, quase ruína, com telhado de colmo.

Uma velha sentada à porta.

Posso entrar? A casa é sua?

É sim, faça favor...arranjando o cabelo franqueou-me a porta. Faz favor.

Com a sua licença....entrei.

Lá dentro, uma visão miserável.

Umas escadas velhas e sebentas, em madeira.

No primeiro andar uma divisão tão digna como um simples curral.

Posso fotografar?

Pode sim...arranjando de novo o cabelo, sentido-se logo enganada quando reparou que a objectiva apontava para outro local.

Criei aqui os meus cinco filhos. Passo aqui o Inverno, é mais quentinho.

E não lhe arranjam o telhado?

Não senhor, um dia vieram aqui uns a mandado do Padre Fontes e puseram-me luz. Agora telhado não...Já ninguém trabalha o colmo.

Quer comer? ( perguntou-me ela).

Não, muito obrigado. Vamos agora almoçar.

Mas já vinha a vizinha com uma sandes de queijo. Pegue.

( lembrei-me de uma história que o MEC contou há alguns anos, quando a tirar o Doutoramento lhe surgiu uma senhora com umas batatas fritas embrulhadas num papel de jornal, oferecendo-se para matar a fome a si e à sua família, as quais ele aceitou e devorou com especial gratidão.)

Aceitei.

E fui.

Deixei-a à porta, tal como a encontrei.

Sentada a olhar para o telhado caído de colmo, que não a protege do frio e da chuva...


...mas que atrai turistas à aldeia.







domingo, 16 de agosto de 2009

Lá fomos pela Serra de Grândola.


Fotografia Solar Pinhole , 15 de Agosto, Exposição de 12 Horas


Lá fomos pela Serra de Grândola.

Ao partir deixámos um pequeno contentor de rolo fotográfico numa árvore.


Comemos amoras, pêras, figos, sementes de girassol e laranjas que abandonadas fomos apanhando pelo caminho


Mastigámos hortelã selvagem. Ajudou-nos a refrescar.

Vimos uma raposa, lebres e javalis.

Andámos 30 km, por montes e vales, quase sem água, cansados e medianamente perdidos.

Ao chegar, quase ao chegar...uma fonte.

Bebemos água e descansámos.

Já em Grândola e no café duas imperiais.


No fim fomos buscar o contentor com o papel fotográfico.

Na prata estavam desenhadas árvores e o percurso do sol.


Estava feito. Tudo perfeito.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Bonecos e Palhaços

Fotografia de Pedro Horta, Filme Fomapan 400, Obturado a 3200, revelado em Xtol 1:1 durante 30 minutos, a 23.º


Há coisas, como por exemplo bonecos, marionetas e palhaços, que passam uma vida inteira pendurados na parede, à espera que um dia alguém repare neles e lhes tire uma fotografia.

Que seja com pouca luz, como esta.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

não, não creio

Fotografia : Pedro Horta



Não, não creio

num mundo a preto e branco,

em que tudo se resuma a ser ou não ser.

Como se a vida fosse um qualquer interruptor.

Não, não creio

no absurdo,

seja ele místico ou cientifico.

Como se tudo tivesse sequer que ter sentido.

Não, não creio

na imensidão do Universo,

em contraponto à pequenez do Homem.

Não existe nada mais belo que o sorriso de uma criança.

Não, não creio

no dogma,

que tudo explica convenientemente.

Como se alguém pudesse compreender e mandar no mundo do outro.

Não, não creio

que haja um só mundo.

normalizado e igual para todos.

Como se o mundo existisse só por si, não também como é sentido.

Por isso não creio num mundo a preto-a-branco.

Como se só houvesse terra e céu.

domingo, 9 de agosto de 2009

uma cadeira vazia

Fotografia: Pedro Horta


Procurava, de mapa antigo na mão, o local da antiga praça de Touros.

Porta de Aviz...

Terreiro das Peças...

Ora lá estava o Lar

Descobri então que o local referenciado em 1870 como "extinta praça de touros" nada mais é do que o actual Lar da Terceira Idade de Beja



Não vi contudo ninguém que me pudesse abrir a porta para ver o pátio interior...

Só uma cadeira vazia.

Volto noutro dia.

sábado, 8 de agosto de 2009

Até já Solnado



Adeus Solnado.

Agora é que vai ser bonito lá para as bandas do Oriente Eterno.



Choremos, Choremos, Choremos,
Mas esperamos ...e rimos!


Um abraço, daqueles que a gente sabe!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O que esconde a rosa?

Fotografia de Pedro Horta, Fomapn 400, Canon 1000FN




Para ti que compreendes.


Não sei por onde vou...

Fotografia: Pedro Horta, Castelo de Beja







"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!

José Régio


Correios Antigos de Beja


Fotografia: Pedro Horta


Aqui ficavam os Correios de Beja, na actual Rua Afonso Lopes Vieira.

Já agora, como vamos de reabilitação do Centro Histórico?

Largo da Porta Nova em Barcelos


Fotografia Estenopeica, Fstop 210, 12h00, 1,5 segs de exposição, Filme 100Asa


Passei por aqui nas minhas férias


quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Que dificil ser próprio...

Fotografia Estenopeica, pelas 13h00 , 8 segs de Exposição, Filme 100 Asa, F210




"Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta,
Em que as coisas têm toda a realidade que podem ter,
Pergunto a mim próprio devagar
Porque sequer atribuo eu
Beleza às coisas.

Uma flor acaso tem beleza?
Tem beleza acaso um fruto?
Não: têm cor e forma
E existência apenas.
A beleza é o nome de qualquer coisa que não existe
Que eu dou às coisas em troca do agrado que me dão.
Não significa nada.
Então porque digo eu das coisas: são belas?

Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver,
Invisíveis, vêm ter comigo as mentiras dos homens
Perante as coisas,
Perante as coisas que simplesmente existem.

Que difícil ser próprio e não ser senão o visível!"

Alberto Caeiro

domingo, 2 de agosto de 2009

Tudo é relativo

Fomapan 400, obturado como Iso 3200 a 1/1500, Revelado em Xtol 1:1



No mundo tudo é relativo.

Não há grande nem pequeno,

Não há rápido nem lento,

Não há alto nem baixo,



...apenas uma ilusão tirada de uma comparação.


Assim, não me posso definir sem o outro.