domingo, 15 de junho de 2008

Sol Benevolente


Por ser Domingo termino com uma fotografia de um Sol. Não um Sol austéro que tudo queima, não um sol fraco de Inverno.
Um Sol benevolente.

7 Espigas


Imagens obtida com o processo Lumén ( podem ver em posts anteriores qual o procedimento desta técnica), com posterior digitalização e tratamento. Por hoje, julgo que já chega. Ou talvez não.

Cadeiras Vazias

Esta foi a primeira fotografia tirada com uma máquina chamada Dr. Pinóquio. Porquê?
Porque a decoração da lata de cogumelos, que serviu de caixa escura, foi feita com uma revista infantil, que tinha o desenho do Pinóquio. Porquê Dr? Porque para vedar a luz, fiz uma espécie de chapéu académico no cimo da lata. Daí Dr. Pinóquio.
Bem, e se todos podem ser Doutores, porque não poderá o Pinóquio que nos deu uma lição de vida sobre a amizade?
Hoje de manhã vi algumas cadeiras vazias...que não deveriam estar.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Eram noites de calor

Quando não havia a ponte de Castro-Marim, os carros esperavam e os donos dormiam enquanto o barco, no seu vaivém nocturno deixava os turistas espanhois do outro lado.
Eram noites de calor passadas dentro dos carros.
A fila ia desde a fronteira até ao farol...e por vezes mais.
Eram noites de calor.
Para a semana vou até lá...já apetece passear junto à baixa-mar.

domingo, 8 de junho de 2008

O Gato - Filme Estenopeico



As possibilidades da Caixa de Cartão....
Já era estranho fazer fotografias com restos de cartão, de cola...
Agora filmes...????

Aqui está ele, pois então
Um filme estenopeico feito com 21 fotografias
(com excepção do inicio e do fim!)

O Guião é da Beatriz a Narração é do papá

Esperemos que gostem do Filme:

O Gato

sábado, 7 de junho de 2008

Vou brincar

E chegamos ao fim do dia.
A minha filha está melhor e já está com aquele ar gozão.
Amanhã vou estar com amigos e familiares que já não vejo há algum tempo.
O dia está calmo.
Daqui a pouco vou comprar um maço de cigarros, ou então vou correr um pouco.
E o sol já se vai.
Assim terminam as impressões com recurso ao processo lumen.
Fica uma fotografia tirada em Monchique ( o resto da anterior).
Abraços e Beijos a todos e todas.
Vou brincar.

Para onde irá?

Esta fotografia foi tirada no ano passado em Monchique.
Aqui vai a história dela até hoje.
Foi tirada num dia à tarde, depois de termos ido comprar peixe e carne e bolachas e arroz e massa e óleo e azeite para o jantar e pequeno almoço e almoço e lanche e jantar. Ok...Depois de termos ido às compras.
Foi tirada com uma Canon EOS 1000FN com um rolo Kodak 200ASA comprado no Lidl ( por sinal já acabaram).
Foi revelada aqui em beja, na loja do Sr Espinho.
Depois com o photoshop transformei-a em preto e branco, recortei-a para um melhor enquadramento.
Guardei-a.
Hoje coloquei-a em cima de um papel fotografico rapitone da agfa. Deixei-a estar meia hora ao sol.
Começou a escurecer.
Digitalizei-a

Assim para além de plantas, também se pode proceder ao contacto de fotografias no processo lumen.
O que lhes confere um ar antigo.

Cianótipo

A filhota continua doente, e não se pode sair de casa.
Fica aqui uma viragem a azul, fazendo lembrar o processo Cyanotype.
Consiste em sensibilizar determinado material com uma mistura de citrato férrico amoniacal e ferricianeto de potássio. Depois, por contacto ( tal como os processos das fotografias anteriores) sensibiliza-se o papel. No final a revelação é feita com a lavagem do papel com água, até aparecer a imagem.
Como não tinha a solução em casa, obtive a imagem da folha com o processo lumen, e posterior tratamento em photoshop. uma pequena batota. Já agora...que árvore é esta?

Mas informações sobre este processo podem ser obtidas em http://www.luizmonforte.com/pensante/cianotipo.htm

Como se chama a árvore desas folhas?



Aqui fica a título de exemplo o aspecto real de uma impressão com o processo lumem.
Ao tirar-se o papel fotográfico (eu uso agfa rapitone p1-p4) do sol este é o seu aspecto.
Dirão alguns (se não todos): Mas se é papel fotográfico a preto e branco...como é que está ali um vermelho e um azul? Não sei, é assim que fica e pronto. Experimentem.
Depois de passar pelo fixador o papel perde a cor, ficando só em tons de castanho.

Bom fim de semana.

Anda Tudo Ligado II

Tenho a minha filhota doente. Isto está é para ficar em casa.
Assim aproveitei para mais um teste com outro processo alternativo de fotografia: "LumenType".
Colocamos a imagem por cima de um papel fotográfico antigo, já exposto à luz.
Colocamos tudo ao sol e esperamos uma hora ou duas.
Com o tempo o papel vai escurecendo.
Quando a parte exposta ao sol já estiver bastante negra, retiramos. Passamos por água.
Neste processo o papel não é revelado ( ao contrário do que acontece com os fotogramas e impressões de contacto em que se usa a luz ambiente ou a do ampliador).
Vai directamente para o fixador.
Nesta fase o papel fica como que lixiviado. Ficando muito mais claro do que estava aquando da sua passagem por água.
Depois de uns 5 minutos no fixador pode-se retirar. Lava-se bem o papel e deixa-se secar.
Já está! LumenType.

De facto todos os materiais são sensíveis à luz do Sol

A nossa pele, a pasta de plantas e flores ( do post anterior), o papel normal, a madeira, tudo.
A diferença está na velocidade da reacção.
Os filmes e papeis fotográficos observam uma reacção rápida à luz, enquanto que a pele num dia de sol demora meia hora a ficar vermelha e um papel amarelece ao fim de uns dias ao sol.

A imagem de cima é de um pequeno ramo. Parece uma pequena árvore.

Assim fica provado que existem processos que conseguem imitar a natureza.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Como tudo anda ligado....


Se nos pusermos a pensar um pouco, reparamos que tudo é semelhante. Na Tábua Esmeraldina de Hermes Trimegisto escrevia-se que o que está em cima é como o que está em baixo, e o que está em baixo é como o que está em cima. Cada dia que passa acredito mais profundamente nestas palavras que ouvi pela primeira vez há quase 10 anos.
Tudo é semelhante.
Da mesma forma que o que somos hoje é o resultado do que fomos até ontem, mais o passo que demos hoje.
Da mesma forma que a grande galáxia de andrómeda tem a mesma natureza do mais infimo átomo de uma pulga
Da mesma forma que para conhecer o universo nos basta olhar ao espelho
Da mesma forma...
Assim penso que seja o mundo. Um mesmo Corpo, um mesmo Ser.
E para compreender isso não é necessário ler grandes manuais e revelações dos Mahatmas, nem dos Budas, nem dos Khrishnas. Basta olhar à volta e perceber como tudo tem a mesma natureza.

Isto tudo vem a proposito das duas imagens desta postagem. Foram obtidas segundo um processo chamado "anthotypes". Nada mais do que obter uma pasta de plantas, pincelar uma superficie com essa pasta, colocar uma imagem por cima, esperar uns dias para que haja uma reacção com os raios UV, retirar a imagem, observar o resultado.

Mas se repararmos bem, o resultado final não é só isto. Incorpora todos os passos dados, e não apenas o do processo em si.
Neste caso incorpora um passeio com a minha filha no campo, apanharmos flores, explicar-lhe o nome das árvores. Dentro das imagens de cima estão também o regresso a casa, a conversa que tivemos, os segredos que me contou, a meia hora que esmigalhámos num almofariz as plantas e as flores, a pintura da folha, a escolha do motivo, os dias de espera, a alegria do resultado.
E só percebi o valor de tudo isto, quando a minha filha chamou aos dois desenhos: "Passeio no campo num dia de sol de verão" ( a imagem de cima é um sol, a debaixo o passeio)

Da mesma forma que a camara escura que dá corpo á máquina estenopeica é um verdadeiro athanor de luz e tempo em que a obra é a imagem obtida.

Da mesma forma...

domingo, 1 de junho de 2008

Atum, só se for Bom Petisco


Aqui fica uma montagem com as últimas do meu laboratório caseiro. É qui que tudo nasce. É um pouco como o outro que fazia arte com cornos de vaca: Sai tudo da minha cabeça. ..
É um pequeno quarto interior, com uma velha casa de banho que só lá tem uma máquina de lavar , e que serve perfeitamente como balcão da zona húmida do laboratório. Tenho dois ampliadores, mas só uso o jessops, visto que me falta um condensador para o durst. ( em substituição coloquei um vidro fosco para o transformar em difusor...mas não é a mesma coisa, talvez o transforme em ampliador estenopeico) No último quadrado do lado esquerdo estão duas ampliações com recurso à técnica Lumen, já descrita anteriormente neste blog...um "efeito" muito desfocado e acastanhado....mas está bem....
As latas de atum....foram aproveitadas (!) e transformadas numa esplendida máquina fotografica estenopeica que utiliza rolos 35mm a preto e branco de 400Asa ( ou outros, inclusivé a cores de vários formatos). Tem um Fstop de 167.
Quem for curioso aqui ficam as equivalencias para um fotometro a F22
1/1000 1/15
1/500 1/8
1/250 1/4
1/125 1/2
1/60 1 s
1/30 7 s
1/15 20 s
1/8 42 s
1/4 1 m
1/2 3 m
1 s 7 m
2 s 16 m
4 s 40 m
8 s 2 h
15 s 5 h
30 s 1 7 h
1 m 64 h
2 m 243 h

Assim, se a minha velha Canon com o focal aberto em f22 disser que para determinado plano terei que manter o obturador aberto durante 0,25 segundos....então com a máquina do atum terei que a destapar durante um minuto.

Já agora...alguém a quer comprar? Vendo barata ....É Bom Petisco

PS: As fotografias forma tiradas e enquadradas pela minha filhota Beatriz que tem cinco anos...Nada mal, nada mal mesmo.

Dirkon


"Dirkon – THE PAPER CAMERA

During the 1970s, magazines published in Communist Czechoslovakia were controlled by the state, like the majority of other enterprises. Very few good magazines were available and were difficult to get hold of, so people would borrow and exchange them when given the opportunity. This also applied to magazines aimed at young people, which was probably one of the reasons why almost everyone from my generation, when we get on to the subject of pinhole cameras, has fond memories of the cut-out paper camera known as Dirkon*, published in 1979 in the magazine ABC mladých techniků a přírodovědců [An ABC of Young Technicians and Natural Scientists].

Its creators, Martin Pilný, Mirek Kolář and Richard Vyškovský, came up with a functional pinhole camera made of stiff paper, designed for 35 mm film, which resembles a real camera. It may not be the most practical of devices, but it works!"


É assim que começa um artigo sobre a mais conhecida máquina de cartão pinhole do mundo: Dirkon.

Nunca a consegui construir, mas o modelo apresentado serviu-me de exemplo para máquina que utilizo feitas com latas ou cartolina.

Quem quiser experimentar dê uma vista de olhos no site:
http://www.pinhole.cz/en/pinholecameras/dirkon_01.html

Aconselho a que imprimam o modelo em papel grosso.

Boa Sorte!